Sábado, Junho 27

Ferias

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Foram varias as razões que me mantiveram afastada deste meu cantinho:

Filhos em exames; final de aulas; partidas e chegadas de familiares e por ultimo o pior de todos, fiquei sem internet.

E, agora vou de Férias!

Volto por um mês ao meu jardim à beira mar plantado.

Vou com as saudade de um filho ausente

Saudades dos cheiros e das cores do meu País

Saudades do Porto, da Ribeira, da Foz, dos passeios de Gaia,

Das francesinhas, da sardinha assada...

Dos fins de tarde no café com os amigos de sempre,

Dos amigos, dos familiares,

Da chuva de verão...

Saudades....., saudades....., saudades......

E nesta altura do ano, passo pouco tempo no computador.

Por isso ate breve, continuarei a visitar os meus sites preferidos, mas o meu fecha para férias!

O video que aqui deixo, é de um dos meus filmes preferidos e também uma das minhas musicas preferidas.

Até breve


Quarta-feira, Maio 6

O Jaime



Cresci numa zona rural pobre a 2kms do Porto. Onde viviam os meus avos, com quem eu passei grande parte dos meus primeiros anos e posteriormente, dos meus sete aos dezassete anos, quando os meus pais se mudaram para lá. Dos anos que ali vivi, tirei muitas lições. Mas a principal de todas foi a de respeitar qualquer pessoa e de que o seu valor esta intrinsecamente ligado ao que elas são e não ao que elas possuem. Percebi também que as “diferencas de clasess” são preconceitos sem fundamento. Naquela pequena povoação, eu era a filha do Sr.Americo, na escola que eu frequentava, era a criança dos arredores do Porto.

Hoje lembrei-me de um miudo vizinho, o Jaime.

O Jaime era um dos seis filhos de uma familia que ali vivia. Era um miudo giro, loiro com um bonito sorriso. Muito apreciado pela vizinhança pelas suas boas maneiras e timidez. A minha familia tem uma divida irreparavel para com ele, por ter arrancado a minha irmã do berço de um quarto em chamas, onde ja ninguém tinha a coragem de entrar. Na altura tinha talvez uns doze anos. Foi motivo de orgulho e assunto de conversa entre a vizinhança durante uns dias. Se fosse hoje, talvez tivesse direito a uma fotografia no jornal, a tratamento de heroi, quem sabe uma medalha....Mas há trinta anos atrás as coisas eram muito diferentes!

A familia do Jaime, conheci-a muito bem. Como aliás todas as familias daquela povoação. Coisas de terras pequenas, todos se conhecem. A mãe era uma mulher amargurada pela vida, uma moura de trabalho, que liderava a familia a pulso firme. O pai um homem que saia todos as manhãs com um passo certeiro e que voltava todos as noites cambaleando, calçada abaixo, embriagado pelo esquecimento. As rixas familiares eram constantes. Os gritos, alarmavam a vizinhança que corria a acudir, a desgraçada da mulher e as crianças. Era assim naquele tempo, há somente trinta e tal anos. Não se chamava a policia. Essa nada fazia nestes casos. Era a vizinhança que acudia, os homens para separar o enfurecido embriegado. As mulheres para prestar os curativos necessários e o conforto as crianças e á mulher: “ Ele é bom homem. Trabalhador. Mas a porcaria da bebida é que estraga tudo” E assim se consolava a familia.

Por volta dos meus dessasete anos mudei-me para outra casa e embora continuasse ligada a esta terra devido aos meus avós, raramente via o Jaime ou a familia dele. Ouvia sim as histórias que os meus avós contavam. Era um drogado, roubava tudo que podia das casas dos vizinhos, que continuavam a deixar as portas abertas, velhos hábitos de outros tempos. Os meus avós estavam convencidos de que ele estava implicado no desaparecimento de algumas das suas galinhas e coelhos! Da fama não se livrou!

Eu recordo-me da ultima vez que o vi. Um corpo esquelético, uma cara já sem o sorrriso que lhe era caracteristico, que tinha desaparecido entre uma boca que exibia uns dentes podres, acastanhados pelo terrível vicio...

E hoje arrependo-me de nesse dia, não ter tido a coragem de vencer a cobardia que me invadiu pelo choque de o ver naquele estado e não ter ido cumprimenta-lo, falar-lhe como o fazia com todos os outros antigos vizinhos e dessa forma, poder, nem que fosse por uns segundos, ter-lhe restituído a dignidade que ele perdera faz tempo. Não me perdou-o!


Quarta-feira, Abril 29

John Bird & John Fortune - The Last Laugh

O brilhante humor inglês, numa lição de economia sobre a crise.

Fenomenal! Não podia deixar de o partilhar convosco!

A mim chegou-me por um e-mail amigo,



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Sábado, Abril 25

25 de Abril - A revolução dos cravos- 35 anos


As Mãos
Com mãos se faz a paz se faz a guerra
Com mãos tudo se faz e se desfaz
Com mãos se faz o poema e são de terra
Com mãos se faz a guerra e são a paz

Com mãos se rasga o mar com mãos se lavra
Não são de pedras estas casas mas de mãos
E estão no fruto e na palavra
As mãos que são o canto e sãos as armas,

E cravam-se no tempo como farpas
As mãos que vês nas coisas tranformadas
Folhas que vão no vento, verdes harpas

De mãos é cada flor, cada cidade
Ninguém pode vencer estas espadas
Nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre- O Nosso Amargo Cancioneiro)

Escolhi hoje um poeta de Abril, para celebrar esta data tão significativa. Fui brindada ainda menina e moça por esta revolução, que ficaria conhecida pela revolução dos cravos, e desde então congratulo-me pelas oportunidades que me foram abertas e por poder ter crescido num país livre e democrata.
Mas do que mais me orgulho, principalmente numa actualidade manchada pelas atrocidades das guerras, é que a nossa revolução tenha sido um testemunho dos nossos “brandos costumos”, sem sangue derramado, sem vinganças sangrentas.
É esse o simbolismo do cravo de Abril, de um povo que escolhe a paz e não a guerra, de um povo que quer mudanças, mas não necessita de banhos de sangue.......... e não outro que lhe queiram dar!
Eu ponho um cravo, se quizer leve um para si.....

Quinta-feira, Abril 9

Elas começam cedo

Na arte de fingir, não há quem as supere!

Num programa em Espanha, quizeram comprovar quem finge melhor....se os homens se as mulheres...por isso fizeram um casting com miúdos que comiam um yogurte cheio de sal (sem eles saberem) e tinham que dizer assim: Yogurtes Glotone! que ricos!!!!

Vale a pena ver!


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Quinta-feira, Abril 2

Israel e Palestina

Por que é que não há paz no médio oriente?




Segunda-feira, Março 16

Amnesty International-Signatures


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Este não podia deixar de o partilhar convosco!

Sábado, Março 14

A crise


Fala-se muito da crise. A crise economica que abalou o mundo inteiro. Teve inicio nos EUA e atingiu-nos a todos, assim como uma especie de derrocada. Agora todos falam dela.
Apontam-se culpados. Quase sempre os mesmos: os governantes, os sistemas bancários, os empresários etc.etc.
Eu confesso que sei muito pouco de economia. Estudei economia politica, quando estudei direito, e lembro-me que era agradavel, ter que lidar com numeros, e ser obrigada a raciocinios logicos, por entre o emaranhado de codigos. Para alem disso, confesso, não é o meu assunto favorito.
Como tal é assumidamente no papel de uma leiga que me atrevo hoje a falar.
E porque o faço? Porque me choca ver o alarido que se faz á volta da chamada crise!
Somos todos ingénuos, cegos ou hipócritas?
Acaso precisamos que grandes doutores da economia nos venham explicar o que se passa?
Ora vejamos, parece-me a mim, uma leiga, que se vivemos, por exemplo com um ordenado de 1000 euros mensal ( que muitos há que vivem com muito menos, e esses sim ja viviam a crise mesmo antes da chegada dela) e gastamos 1500 euros, algo esta mal.
Tornamo-nos consumidores massivos. As nossas necessidades vão muito além das nossas possibilidades. Compramos tudo. Não possuimos nada.
Compramos a casa que por acaso ainda andamos a pagar e como tal ainda não é nossa. Compramos o carro que pagaremos em dois três anos e que provavelmente antes de terminarmos de o pagar o trocaremos por um outro que nos levara outros dois, três anos a pagar e assim sucessivamente.
A esta lista, juntam-se o mobiliário, os electrodomesticos, os telemóveis, as roupas, as férias......
Crise? Mas nunca, se viveu tão bem! Olhem á vossa volta! Bons carros, boas casas, boas férias, boas roupas..... Crise?
A verdadeira crise, com a qual me preocupo, verdadeiramente, é a que originou esta, é a
crise de valores.
Nós não necessitamos de economistas miraculosos para nos explicarem ou resolverem a crise. Necessitamos, sim de pensadores, de filosofos revolucionários que sacudam as nossas mentes e nos apontem
ideais.
Necessitamos de perceber que há valores com muito mais “valor” do que os valores materiais. A honestidade, a sinceridade, a dignidade, por exemplo.
As grandes empresas gastam quantias exorbitantes em consultores psicologicos, que nos arremessam com conceitos de: querer é poder; de como se pode ser um bom lider; de como ser bem sucedido na sua carreira profissional, etc.etc. Mas claro que não nos alertam para como nos iremos sentir destruçados e frustrados, após um empenho a 100% na carreira, e com a chegada da dita crise, quando nos defrontarmos com o despedimento e o desemprego.
Mas não são os mauzões do costume, os unicos culpados. Não, desta vez não podemos enterrar a cabeça na areia, temos que assumir as nossas culpas.
As familias por exemplo. Que valores passam os pais aos seus filhos?
Queremos que sejam os melhores! Em vez de os incentivarmos a darem o seu melhor. Queremos que escolham um bom curso, que lhes proporcione um bom emprego. Em vez de os ajudarmos a descubrir as suas verdadeiras aptidões. Encorajamo-los a ser competitivos, mas esquecemo-nos de os ensinar a partilhar e a ajudar.
A nossa etíca tem que ser repensada. Precisamos entender que a quantidade e a qualidade das coisas que possuimos não nos ajudam a valorizar como seres humanos. Que todos temos valor. Que necessitamos todos uns dos outros. Que o prestigio social não se pode avaliar pela posição hieraquica, mas pelo reconhecimento dos outros.
A nossa vida tranformou-se num pesadelo.
Temos que ser bem sucedidos, não chega sermos honestos e trabalhadores.
Temos que vestir as melhores roupas, não chega estarmos limpos e asseados.
Temos que possuir uma boa casa, não chega ter um bom lar.
Temos que dar tudo aos nossos filhos, não chega proporcionarmo-lhes uma boa vida.
Vivemos a correr. Matamo-nos a trabalhar, para conseguirmos ter uma vida melhor.
Não temos tempo para os nossos conjuges, para os nossos filhos, para os nossos parentes, para os nossos amigos, para nós próprios, porque nos dedicamos a 100% ás nossas carreiras profissionais, que são importantes porque nos proporcionam uma estabilidade financeira para podermos usufruir de uma quantidade de bens que serão de grande utilidade para os entes queridos para os quais não temos tempo.
Como se ja não bastasse aparece a malfadada crise. Com ela o despedimento, o desemprego e a penhora dos bens tão importantes á nossa vida.
Será que com a “crise” vamos aprender a perceber o que é que realmente tem valor?

Segunda-feira, Fevereiro 2

Abraham Maslow - A teoria da hieraquia das necessidades




Maslow foi o fundador da teoria da hierarquia das necesssidades. Todas as necessidades básicas do Homem são instintivas. Semelhantes aos instintos dos animais. Se o meio em que o ser Humano se desenvolve é benigno, as pessoas desenvolverão uma personalidade agradavel e positiva, conseguindo atingir os seus potênciais maximos. Caso o meio não seja “favoravel” ( e não o é a maioria das vezes) não conseguirão desenvolver os seus potenciais e não chegarão realizar-se.

A Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow assenta em dois pressupostos
fundamentais:
• As pessoas são organismos motivados pelo desejo de satisfazer determinado tipo de necessidades
• Essas necessidades são universais e dispõem-se de forma sequencial ou hierárquica. Isso significa que o indivíduo se sentirá motivado a satisfazer uma necessidade de nível superior apenas quando todas as outras necessidades que lhe são inferiores estiverem satisfeitas

Necessidades fisiologicas:
São as necessidades biológicas. Oxigénio, comida,água, temperature constante do corpo. São as necessidades mais “fortes” porque se um ser humano fôr privado de todas estas necessidades, as necessidades psicologicas passarão a ser as principais na procura humana pela satisfação.
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Necessidades de segurança:
Quando todas as necessidaes fisiológicas forem satisfeitas, deixam de controlar o pensamento e as atitudes. As necessidades de segurança podem então tornar-se activas. As pessoas adultas têm pouca percepção das necessidades de segurança, a não ser em casos de emergência, ou periodos de instabilidade social. Ao contrário as criananças manifestam constantemente as suas necessidades de segurança.
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Necessidades sociais ou de amor:
Quando as necessidades de segurança estão completamente satisfeitas, aparece o nivel seguinte das necessidades: Necessidade de amor, afecto e de aceitação social.

Necessidades de estima :
Quando as primeiras três classes de necessidades se encontram satisfeitas, aparecem as de estima. A auto-estima e o reconhecimento social. Todos os seres humanos tem uma necessidade constante, firmemente baseada num alto nivel de auto-confiança e respeito dos outros. Uma vez satisfeitas estas necessidades a pessoa sente-se valorizada e auto-confiante. Quando estas necessiaddes são frustradas a pessoa sente-se : inferior, desvalorizada, fraca, sem hipoteses.

Necessidades de auto-realização:
Quando todas as outras necessidades forem satisfeitas e sómente nessa altura se farão sentir as de auto-realização.
Maslow defende que a auto-realizacao é a necessidade da pessoa de fazer e de ser aquilo para que nasceu. “ Um músico tem que fazer música, um artista tem que pintar e um poeta tem que escrever.”
Estas necessidades fazem as pessoas sentirem-se agitadas, nos seus limites, nervosas, stressadas, fatigadas, inseguras, “desamados”, desgostosos etc.
Se uma pessoa está nervosa, deprimida, cansada, é muito fácil saber porquê. Mas nem sempre se consegue claramente saber o que é que a pessoa quer para se realizar.

A teoria das necessidades é representada por uma pirâmide. Na base as necessidades básicas e no cume as necessidades de auto-realização.
Maslow acredita que a unica razão porque as pessoas não progridem em direcção à auto-realizaçao, se deve a obstáculos colocados pela sociedade. Para ele educação pode ser um desses obstaculos. E defende que os educadores deveriam concentrar-se no potencial intrínseco de cada individuo e fomentar a sua auto-realização.

Dez pontos nos quais os educadores se deveriam concentrar:
1. Deveriamos ensinar as pessoas a serem autênticas. Para que percebam as suas caracteristicas intrínsecas.
2. Deveriamos ensinar as pessoas a separar-se das suas caracteristicas culturais e a tornarem-se cidadãos do Mundo.
3. Deveriamos ajudar as pessoas a encontrarem as suas verdadeiras vocações.
4. Deveriamos ensinar que a vida é preciosa. E que se as pessoas estiverem abertas a reconhecer o que é bom e a felicidade em todo o tipo de coisas, a vida é valiossissíma.
5. Devemos aceitar as pessoas tal como são e ajudá-las a encontrarem a sua verdadeira natureza.
6. Temos que verificar que as necessidades basicas da pessoa foram satisfeitas.
7. Deveriamos refrescar as consciências, ensinando a pessoa a apreciar a beleza e todas as coisas boas da natureza.
8. Devemos ensinar que há regras boas e que a total inexistência delas é nefasta.
9. Deveriamos ensinar as pessoas a não dar importância aos problemas triviais e a combater os problemas sérios. Tais como: injustiça, dor, sofrimento e morte.
10. Devemos ensinar as pessoas a fazer boas escolhas.


A admiração que tenho por Maslow já vem de há muitos anos, desde a adolescência que me encontrei nas correntes Humanistas. Mas agora, com quase meio século da minha existência, estou mesmo convencida que é uma das teorias que melhor se aproxima da essência Humana.

Quarta-feira, Janeiro 21

Barack Obama

Barack Obama entrou na Historia
The American Dream (
O sonho Americano) nunca esteve

tão vivo.

O Mundo enche-se de esperanças.


Eu, pessoalmente, gosto mais da America de hoje do que da America de ontem.



Domingo, Janeiro 4

Sejamos Honestos!!!


Vamos lá falar sem papas na lingua!

Israel atacou Gaza para se defender dos constantes ataques de misseis dos Hamas

Eu nao tenho qualquer simpatia pelas ideologias politicas dos Hamas, mas chega de desculpas esfarrapadas para justificar os ataques constantes a um povo a quem ja tudo foi roubado.

Chamam-lhes terroristas! A historia traz-nos memorias, de outras denominações: Resistência!

Gaza esteve durante 2008 sobre um cerco apertado por parte de Israel que os levou a um caos ao qual os observadores das Naçôes Unidas, definiram como uma verdadeira crise humanitaria. Os supermercados hà meses que estão de prateleiras vazias. Raramente têm àgua potavel, eletricidade, combustiveis, medicamentos...Dependem totalmente das ajudas humanitarias das diversas ONGs, as quais por sua vez só podem entrar em Gaza, com permissão de Israel. Ficando muitas vezes detidas por varios dias nas fronteiras militares de Israel até obterem a tal permissão.

Pergunto-me que estamos todos a fazer? Aceitamos qualquer explicação que Israel se lembre de dar? Ou estamos deliberadamente e cobardemente a dizer que a verdade é que pouco nos importa?

Israel existe desde 1948. Num espaço terrotorial, que durante mais de 2000 anos se chamou palestina. O nome puseram-no os Romanos quando anexaram esta parte do mundo ao seu Imperio. Varios povos se seguiram, em invasoes constantes a este território até que durante a ocupação Inglesa, e devido a uma outra catastrofe mundial, a segunda guerra mundial e o holocausto, foi decidido pelas Nações Unidas, criar o Estado de Israel, para que os judeus de todo o mundo pudessem ter novamente um país.

O bom censo diz-me que era uma necessidade.

Mas o bom censo, também me diz que é comprensivel que aqueles que por cá andaram durante 2000 anos não tenham gostado de ver o seu território invadido.

Por isso consigo também perceber as razões que levaram ambos os lados a meterem-se neste conflito sangrento.

Mas ja tenho dificuldades em perceber, com base no mesmo bom censo porque é que Israel continua a desculpar-se pelo insucesso das negociações de paz, baseando-se nas actividades terroristas dos palestinianos???

Durante o periodo que antecedeu a criação do Estado de Israel, os imigrantes judeus que se fixaram na Palestina, organizaram-se secretamente e também eles usaram tudo o que puderam para conseguirem os seus objectivos! Atentados bombistas, emboscadas...Resistência??!!!

Israel desde 48 que tem exercido um dominio constante sobre a Palestina. Todos nos testemunhamos a ocupação, controle militar, apropriação de terras, construções ilegais de colonatos, edificação de muros que se estendem serpenteando o território palestiniano, separando familias, acessos a escolas, a terras de lavoura, etc etc etc.

E que é que nos concluimos? Que quando os palestinianos retaliam, são terroristas.

Eu sou uma passifista assumida não me agrada de todo qualquer tipo de violência. Mas também não me agradam as injustiças!

A nossa mensagem aos palestinianos é clara: fiquem quietinhos! Aguentem-se à vossa sina e não nos chateiem!

Quantos ataques palestinianos foram dirigidos a qualquer alvo que não Israel ou Israelitas?

Israel é um País super bem extruturado. Com um poderio militar enorme, que o coloca numa das super potencias mundias.

Palestina ainda nem um Estado tem, é um região autonoma. Que de autonoma tem muito pouco. Não tem exercito!

Quando chamamos ou aceitamos que se chame, terroristas em vez de “resistentes”, o que estamos verdadeiramente a dizer é que pouco nos importamos com a sua sorte ou o seu futuro. Que não queremos saber se foram despojados de tudo, incluissive de dignidade humana, que o que queremos é viver descansados e de preferência sem ter que assistir a estas iamgens constantes de violência que invadem a tranquilidade dos nossos lares.

O que nós queremos honestamente dizer é que nos estamos nas tintas!!!!


Domingo, Dezembro 28

Ataques em Gaza


228 pessoas morreram no ataque de gaza
228 terroristas mortos no ataque de gaza
menos 228 terroristas em gaza

Apetece-me publicar outra vez estes poemas:

Mayakovski
Poeta russo que se suicidou após a revolução,
escreveu, ainda no início do século XX :

Na primeira noite, eles se aproximam

e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
calcam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada

Bertold Brecht (1898-1956)
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...


Segunda-feira, Dezembro 22

Bom Natal!



Natal...
Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

FERNANDO PESSOA

Quarta-feira, Novembro 19

Bono no seu melhor

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A falta de tempo é uma desculpa miseravel. Mas neste momento é a unica que possuo.

Partilhem comigo, uma das minhas bandas preferidas, U2, num bom momento musical.

Eu vou aparecendo....

Sábado, Novembro 15

A Religão não é detentora, exclusiva de Deus.






....”Mais ainda cheguei à conclusão que o mais importante não é ter uma crença religiosa, mas sim ser-se um bom ser humano.”

“É a razão pela qual afirmo, por vezes, que talvez possamos dispensar a religião. Mas o que não podemos dispensar são as qualidades espirituais básicas.”

Dalai Lama: Ética para o Novo Milénio





Sou crente, não religiosa.

Tenho um fascinio sem limites por religião. E isso porquê? Porque sem pretender ser tão extremista como Karl Marx que definiu religião como “o ópio do povo”, a verdade é que a religião esteve sempre lado a lado na história da humanidade e foi muita vezes um instrumento culminante em certas épocas.

Nasci de uma familia católica, fui batizada, frequentei a catequese, fiz a comunhão e fui até catequista durante parte da minha adolescência.Mas foi precisamente durante essa altura que comecei a questionar as minhas crenças. Não foi um impulso de rebeldia, próprio dessas idades, foi uma reflexão constante, sobre os valores que eu acreditava estarem associados a Deus, e os valores com que me defrontava dia a dia , daqueles que se intitulavam representantes da Igreja.

Desde essa altura que deixei de me apelidar de católica e decidi viver a minha vida afastada de qualquer grupo ou seita religiosa.

Uns definem-me como agnóstica outros como ateía. Recuso completamente a definicão de ateía, não me incomoda muito que me definam como agnóstica, sendo que o agnósticismo se opõe à possibilidade de a razão humana poder conhecer entidades divinas ou sobrenaturais. Mas também defendem que se não é possivel provar racionalmente a existência de Deus, é igualmente impossivel provar a sua inexistência.

Porém para mim a definição correcta é de crente.

É exactamente isso que eu sou: Crente, porque acredito em Deus. Não religiosa. Porque não sigo nenhuma religião.

E quero realçar que não significa com isto que não respeite as diferentes religiões, essencialmente as que melhor conheço. O Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. Respeito-as e acredito que todas elas tem por base valores morais, bastante sagrados.

O que falha então? Porque me recuso a segui­-las ? Porque acredito que a ganãncia dos homens e as suas fraquezas, são a razão do distanciamento das suas origens.

Cristo, ele próprio, quando pregava na Palestina, criticou aqueles que se afirmavam como representantes de Deus, e se afastavam do verdadeiro significado dos seus ensinamentos. Em consequência foi morto. Por desgustar as autoridades religiosas de então e teria sido morto hoje, se voltasse, pelas mesmas razões. Mesmo depois de morto, as suas palvras não tiveram o efeito desejado, “amaivos uns aos outros”, “ dêm a outra face” “amai o próximo como a vós mesmos”. Bem pelo contrário foram os seus ensinamentos utilizidas para nos dividirmos ainda mais. Apareceu uma nova religião : o cristianismo. E em nome desse extrordinario ser que nos encinou a ser benovelentes e a perdoar os outros, envolvemo-nos em guerras santas, com fins missionarios, criamos tribunais brutais “ a inquicição”onde as pessoas eram, torturadas, julgadas e condenadas a mortes horrendas por se afastarem das condutas morais dignas ou por se dedicarem a outros cultos. E a grande lição cristã: “ que atire a primeira pedra aquele que estiver completamente limpo”??

Posteriormente, aparece Mohammad, outro profeta, a quem é entregue por Deus um livro sagrado o “El Corão” . Nasce outra religião: o Islamismo. Esses textos mencionam a existência de duas outras religiões: o cristianismo e o judaismo.Religioões essas que os seguidores do islamismo deveriam respeitar, segundo o próprio El Corão. No entanto, outra vez a história prega-nos partidas e voltamos a ter guerras santas.

Cada uma destas três religiões, contribuiram e continuam a contribuir para diviisões dramáticas entre os povos.

Erguem-se Sinagogas, Igrejas e Mesquitas em vez dos tradicionais templos de portas abertas a quem quizer entrar.

Os Judeus são o povo escolhido.

Os cristãos acreditam que se nao forem batizados nao acedem ao céu. O que a ser verdade retira qualquer possibilidade aos outros crentes.

E os muçulmanos acreditam que só os islamistas acederão ao paraíso. Excluindo portanto todos os outros.

Ou seja podemos apercebermo-nos facilmente, sem grandes esforcos, sem necessitar trabalhos arduos de investigação que os fieis seguidores de uma religião, estão na sua grande maioria convencidos que essa é a religião certa.

Ora, partindo desse presuposto de superioridade, não será de admirar que se olhem de soslaio uns aos outros e que não se respeitem.

Sentimento esse que é muita das vezes aproveitado pelas altas hierarquias religiosas, das diferentes religiões, os quais seres humanos faliveis, se deixam levar pelas fraquezas da ganancia e desejo de poder, para incendiarem os seus fieis com ideais fundamentalistas, que se afastam dos ideais originais, mas servem as vontades Terráqueas.

Desde os tempos classicos até á actualidade, evoluimos do politeísmo para o monoteísmo. Mas aquilo que até hoje não conseguimos foi unificarmo-nos em volta desse Deus unico.

Na procura da essência de Deus, surgem cada vez mais seitas religiosas, mais divisões, mais certezas de superioridade.

Uma das vantagens que eu admito ter tirado da minha educação católica, em terna idade, foi o meu apreço pela filosofia cristã, onde apreendi, das passagens que segundo o novo testamento tera sido a vida de Jesus, uma moral, e uma ética extremamente valiosa. E por mais contraditório que pareça foi precisamente essa filosofia, cuja a minha interpretação, me fez afastar do catolicismo inicialmente e posteriormente me fez rejeitar a possibilidade de aceitar qualquer religião.

E por isso mesmo, resolvi hoje, ao fim de quase três decadas, escrever sobre algo que sempre me interessou imenso, mas que por cobardia e de certa forma por me sentir intimidada por aqueles que por “serem religiosos” ,se julgam detentores de Deus e nos apelidam de agnosticos, ateus ou infieis, não senti a coragem de o fazer antes.

Eu acredito em Deus, como um Deus unico, que simboliza a bondade, ao qual a palavra inglesa “God” esta mais apropriada pela sua proximidade com goodness. Os principios que me ligam a Deus, são principios morais como: honestidade, amor, comprensão, modéstia, solidariedade , tolerância....

A filosofia de vida que eu retirei das minhas leituras do “Novo Testamento” foi de que devemos respeitar-nos uns aos outros, não devemos julgar os outros sem antes nos julgarmos a nós, devemos perdoar em vez de condenar , etc, etc etc...

Uma filosofia muito dificil de seguir, devido às nossas fraquezas, mas que é sem duvida nenhuma, um caminho muito bem traçado e que nos conduziria com exito a seres humanos muito mais perfeitos.

Não tenho disso qualquer duvida. Por isso acredito que vale a pena tentar, mesmo com quedas, próprias da nossa natureza humana e mesmo que seja uma longa e infindável caminhada.

Não, não aceito ser apelidada do que quer que seja. Sou crente e só escolhi um percurso diferente. Acredito num Deus de todos e para todos. Um Deus que pela sua infinita bondade não tem preferências, não exclui.






Quarta-feira, Novembro 5

Presidente Obama

"....I had a dream......."

And dreams .............
come true!



Porque vale a pena sonhar
Porque o " sonho comanda a vida"
Porque o Mundo pode mudar.

Sábado, Outubro 18

O ensino, a escola, a familia e o governo !!!!!!




Esta carta foi-me enviada por por e-mail, por um amigo, e como a achei interesante, decidi partilhar-la convosco.


Assunto:CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO

É um texto longo, que não se arrependerá de ler:

Sr. Engº José Sócrates,

Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.

Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o ensino do Português exigia grandes e profundas leituras. Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).

Gostaria de começar por lhe falar do 'Magalhães'. Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter recebido um e-mail meu. Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de e-escolinha.

O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto 'Magalhães':

. No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães.

. No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o 'Magalhães' é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada! Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, escola, concelho, etc. e, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o 'Magalhães'.

. No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros 'Magalhães' na EB1 Padre Manuel de Castro. Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis.

. No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um 'Magalhães' debaixo do braço.

Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do 'Magalhães'. Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder.
Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.

Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o 'Magalhães'? Que planos tem para o integrar nas aulas? Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas? Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo. Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.

Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum. Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias. O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha! Faça-lhe jus! Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas
iniciativas!

Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.

Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho. Ora, o que me faz espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor, então a disciplina e o rigor são coisas negativas. Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via. Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados.

Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida. Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é 'obstinado', como dizem os poetas. Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor. Os professores são obrigados a acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado. Era o que faltava, senhor engenheiro!

Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças? Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo? Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.

Mas, por falar em Velho do Restelo...

... Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.

Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem. Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar. E foi há 20 anos.

Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra, mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja que perfeita e inequívoca imagem eles compõem:

'Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano d'alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)'

Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos. Não consegue ver, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rosto branco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delícias proibidas no leito do príncipe? Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam às linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade, à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte? E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo? Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?

Pois eu acho estes quatro versos belíssimos, de uma simplicidade arrebatadora, de uma clareza inesperada. É poesia, senhor engenheiro, é poesia! Da mais nobre, grandiosa e magnífica que temos na nossa História. Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la.

Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro. O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular a diferença de opiniões, por duvidar, por condenar? Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluído dos conteúdos programáticos por 'alegado teor pornográfico' e o de Inês de Castro igualmente, por 'incitamento ao adultério e ao desrespeito pela autoridade'.

Como é, senhor engenheiro? Voltamos ao tempo do 'lápix' azul?

E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção Luís de Camões depôs na sua obra? E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas de capítulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?

Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo. A verdade é que as coisas já começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.

Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava. Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.

Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho. Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola. O resto é comigo.

Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de sms. Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho. Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela tem cumprido muito mal esse papel.

A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona. E não é disso que o país precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha , que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas, curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico. Traumatizados? Huuummm... não me parece. Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.

Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí. Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda? E depois, vejo-o a si a responder com a sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...

Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer?

E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta uma monstruosa obscenidade. Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.

Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala, tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas 'os meus sentidos pêsames'.

Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, é que eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas , alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da política, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação! Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos
e escrevem obscenidades.

Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado. Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto. Ah... espere lá... as faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...

Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir 'senhor engenheiro para cá', 'senhor engenheiro para lá'. É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.

Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor. Quanto a si, tenho dúvidas.

Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.

'A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? '

Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da República Portuguesa,

Uma mãe preocupada

Terça-feira, Outubro 7

Camara muncipal de Lisboa versus PNR

PARABÉNS CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA!

Não quero saber se esses senhores do PNR tinham licença ou não para colocar esse cartaz!

Não quero saber se a Camara só podia retirar o cartaz após decisão do tribunal!

A Camara fez o que devia fazer. O que nós cidadãos democráticos deviamos fazer. Mostrar que num País democrático não ha lugar para XENOFOBIAS.

É que nós não podemos, não devemos ficar sentados à esperar que os “senhores juizes” na sua atarefada rotina laboral demorem o tempo que fôr preciso para decidir.

Queremos esses cartazes fora e já! Temos vergonha de os ver manchar, conspurcar as nossas ruas.

E não venham com a teoria de que em democracia todos têm o direito a expressar as suas opiniões. Qual quê? a democracia fundamenta-se na igualdade. Quem assim não pensa não tem o direito de apelar à democracia.

A xenofobia é anti-constitucional.

O PNR vai abrir um processo judicial contra a camara?? Deixai-o !!!!

Fico à espera da decisão do tribunal.

E mais uma vez Parabéns à Camara de Lisboa!

Quarta-feira, Outubro 1


Ramadan Kareem


Muito embora este meu cantinho, tivesse começado por ser um refugio, o meu espaço para desabafos, de opiniôes, de partilha, onde eu protegida pelo meu anonimato pudesse ser realmente eu. A verdade é que em muitos dos assuntos em que me empolguei, fui deixando cair muito do anonimato a que me proponha.

E se continuo a ser a “tagarelas” e a não querer revelar a minha verdadeira identidade a verdade é que já aqui foi dito, que vivo em Jerusalem, que sou portuguesa, casada com um arabe e mãe de dois “luso-arabes”.

Por isso hoje resolvi, mais uma vez partilhar a minha experiência,de uma europeia de gema nestas terras arabicas.

Viveu-se durante este mês o Ramadão. Uma das celebrações mais importantes da religião muçulmana e que se traduz num mês de Jejum, sem comer ou beber desde o Alvorecer até ao Pôr-do-sol. Com excepção para os doentes, as grávidas, as crianças, mulheres durante o periodo menstrual e viajantes.

A grande maioria dos ocidentais encara esta prática com muita estranheza, mas mais uma vez estou convencida que se deve ao desconhecimento de uma cultura pela outra. A verdade é que o jejum é uma prática corrente em diferentes religiões. Jesus jejuou durante trinta dias no monte das tentações.

Já varias vezes afirmei que não sou religiosa, embora seja crente. E que tenho grande respeito por todas as religiões e simplesmente porque nunca assumo ser detentora da verdade.

Como tal eu não jejuo e embora o meu marido se considere muçulmano, não é religioso e também não o faz. Porém, enfeitamos a casa, colocando iluminaçao nas janelas, com os simbolos muçulmanos a estrela e a lua. E por curiosidade no Natal também fazemos a arvore. E tudo isto porquê? Porque queremos que as crianças sintam a magia do momento da mesma forma que nós, quando eramos da idade deles e em culturas diferentes.

E todos os dias, nos sentamos à mesa e jantamos à mesma hora, (cerca das 18h30), que todos os muçulmanos da vizinhança para quebrarem o jejun. As crianças esperam à janela, excitados pelo célebre “ Ala uakbar” vindo da mesquita mais próxima e correm para a mesa a gritar : já podemos, já podemos.

Para além disso durante este mês temos sempre uma agenda social muito mais intensa, porque chovem os convites para jantar em casa de amigos, ou em restaurantes, bem como saidas para eventos culturais que durante este periodo se realizam em muito maior numero, tais como concertos, festas, recitais de poesia, peças de teatro, etc.

O ramadão, não é só o sacrificio do jejum. É a festa da familia e dos amigos. São trinta dias de festins à volta da mesa, após o pôr do sol.

Outra caracteristica excepcional durante este periodo prende-se com o trânsito, que a apartir das 16h é caótico, no frenessim de chegar a casa e jantar a tempo. E de uma calmaria irrealista entre as 18.30 e as 19.30 em que as ruas ficam completamente desertas, sem um unico carro ou pessoa.

Para além disso o Ramadão é também por excelência o tempo para a solidariedade e fraternidade. Na televisão aparecem um numero sem conta de anuncios que apelam à bondade e á partilha.

É esse, aliás, o grande propósito do Jejum, sentir com os pobres, o desconforto da fome e não esquecer que uma das regras do corão é partilhar com os que precisam.

Finalizado o Ramadão seguem-se as maiores festividades muçulmanas, o EID. São quatro dias feriados, as familias juntam-se em almoçaradas festivas, vestem-se roupas novas, visitam-se os familares e amigos, trocam-se presentes ou pequenas quantias em dinheiro. Todo o comercio se mantem fechado durante os quatro dias com excepção de lojas de brinquedos, confeitarias e restaurantes.

As ruas enchem-se de pessoas e as crianças transmitem-nos a alegria do seu entusiasmo, com as suas fatiotas novas, os brinquedos com que foram presenteados e as guloseimas que carregam nos bolsos.

Em tempos em que se fala tanto sobre o islamismo, e quase sempre não pelos melhores motivos, espero ter conseguido transmitir um lado diferente da hitória. Eu, acredito que não há “religiões perigosas” o perigo começa quando o Homem actua em nome de Deus.

Ao longo dos séculos o poder andou sempre associado a Deus. Na Antiguidade os Faraos eram deuses na terra. Na idade média o poder dos reis provinha de Deus. Estes eram representantes de Deus.

E as guerras santas foram em toda a história da humanidade as que movilizaram maior numero de voluntários e as mais sangrentas.

Segunda-feira, Setembro 22

Mother -Pink Floyd

video


Mother, do you think theyll drop the bomb? - Mãe, achas que eles vão deitar a bomba?
Mother, do you think theyll like this son
g? - Mãe, achas que eles gostam desta canção?
Mother, do you think theyll try to break my balls? -Mãe, achas que eles vão tentar rebentar-me os tomates?
Ooooowaa mother, should I build a wall? - Ooooh mãe, devo construir um muro?
Mother, should I run for president? Mãe, devo
candidatar-me a Presidente?
Mother, should I trust the government? Mãe, devo confiar no governo?

Mother, will they put me in the firing line?
Mãe, achas que vão pôr-me na linha do fogo?
Ooooowaa is it just a waste of time? Ooooooh é isto tudo uma perda de tempo?

Hush, my baby. baby, dont you cry. Vá lá meu bébé, meu bébé não chores.

Mommas gonna make all of your nightmares come true.
A mãe vai fazer com que todos
os teus pesadelos se tornem realidade

Mommas gonna put all of her fears into you. A mãe vai passar-te todos os seus receios

Mommas gonna keep you right here under her wing. A mãe vai guardar-te aqui debaixo

da sua asa

She wont let you fly, but she might let you sing. Não te vou deixar voar mas talvez te
deixe cantar
Mommas gonna keep baby cozy and warm. A mãe vai manter-te aquecido e
confortavel
Oooo babe.
Ooooh bébé
Oooo babe. Oooh bébé
Ooo babe, of course mommas gonna help build a wall.Ooooh bébé claro que te
ajudo construir um muro


Mother, do you think shes good enough, Mãe achas que ela é suficientemente boa
For me? para mim?
Mother, do you think she's dangerous, Mãe acha-la perigosa?
To me? Para mim?
Mother will she tear your little boy apart? Mãe achas que me vai desp
edaçar?
Ooooowaa mother, will she break my heart?
Ooooh mãe, será que me vai partir o
coração?


Hush, my baby. baby, dont you cry. Vá lá meu bébé, meu bébé não chores
Mommas gonna check out all your girlfriends for you. A mãe vai investigar todas as tuas
Namoradas.
Momma wont let anyone dirty get through.
A mãe não vai permitir que nenhuma
leviana se aprox
ime
Mommas gonna wait up until you get in. A
mãe vai manter-se acoradada até tu
chegares
Momma will always find out where youve been. A mãe vai descobrir sempre onde
estiveste.
Mommas gonna
keep baby healthy and clean. A mãe vai manter-te limpo e saudavel
Oooo babe.
Oooh bébé
Oooo babe. Oooh bébé
Ooo babe, youll always be baby to me. Oooh
bébé, tu seras sempre o meu bébé

Mother, did it
need to be so high? Mãe, era preciso ser tão dificil?

Quarta-feira, Setembro 17

A Disney passou-se


Wall- E o Robot.
O que se passa com a Disney?
Onde andam os desenhos animados hiper-coloridos, com histórias de princesas, fadas e bruxas mas, castelos mágicos, casas de chocolate, duendes, e todas as deliciosas fantasias a que nos habituaram?!
Confesso que fui ver o filme sem qualquer conhecimento prévio do que ia ver. As crianças pediram, era da Disney... Porque não, é um bom exercicio de descontração.
Qual quê?????
Foi a minha experiência mais dramática no mundo da animacão.
O Wale-E é um Robot que tem por missão limpar o lixo atómico da superficie terrestre.
Os tradicionais desenhos hiper coloridos????? Cinzento. O filme é cinzento! Com que cores se poderia pintar o planeta Terra após um desastre nuclear? Creio que seria completamente irrealista, se fosse verde, azul....
Cinzento.
O cinzento senpre me provocou depressões. Por isso o meu humor começou a sofrer alterações logo no inicio do filme. Mas ouve mais muito mais, não foram só os aspectos estécticos. A História. A história toda. De arrepiar....
O Desgraçadinho do Walle-E um robot solitário que tem a terrivel tarefa, de limpar o planeta, compresar o lixo e organiza-lo em torres tipo nova iorquinas. É presenteado pela vista de uma Robozinha, muito mais sofisticada, que vem à terra à procura de sinais de vida.
A coisa entre eles faiscou ( muito a propósito neste caso, visto tratarem-se de dois serers electrotécnicos) e após terem encontrado uma flor, que teimava em abrir caminho por entre o lixo, eles partiram juntos para uma nave hiper-gigante a fluar no espaço com os sobreviventes terrestres, para dar a boa nova.
Uma aberração!!!!!
Os terrestrezinhos, eram obesos disformes, deitados sobre uma cadeira anatómica com um ar confortável, de onde nao saíam para nada e que reunia todas as condições para satisfazer qualquer tipo de necessidades que estes tivessem. Munida de um ecran vitual. Qualquer desejo estava ao alcance de um comando.
Depois de ultrapassar uma série de dificuldades a tripulação volta à tão ambissionada Terra.
A um cenário devastador, onde só existem ruinas e lixo...
E onde sabem que a vida começa novamente a brotar, portanto .......
Ha que começar de novo.

Éum verdadeiro filme de terror!
Eu saí do cinema em estado de choque e embora tenha ficado mais aliviada, quando percebi que os meus pequenotes tinham dado muito mais importância ao romance dos dois robots, não me livrei de uma noite de insónia.
E tudo isto por culpa da DISNEY

Sexta-feira, Junho 13

Boas Férias


Jerusalem


Porto




Este Blogue vai de fériassssssssssss!

De Jerusalem para o Porto. Duas lindas cidades, separadas pelo Mediterraneo.

Volta em Setembro.

Boas Férias amigos Bloguistas.

Sexta-feira, Maio 23

Elogio ao Avô

Elogio ao Avô

Hoje em dia, na nossa socieadade (ocidental) é vulgar desvalorizar-se a velhice. Os valores estécticos estão super-valorizados. Ser velho, significa estar fora de jogo. Arrumado para o canto. Por isso se gastam valores enormissimos em cirurgias plasticas que tranformam os corpos, em esculturas perfeitas. Mas não mais que isso. Corpos artificiais. Os velhos têm vergonha de ser velhos. E os novos têm vergonha dos seus velhos.

Eu pergunto aos da minha geração, porque as gerações mais novas não vão poder ter essas memórias, se não se lembram dos maravilhosos tempos que passaram com os seus avós? E atrevo-me a fazer esta pergunta, porque tenho a certeza que não fui uma priviligiada, mas ao contrário que a grande maioria dos adultos têm nas suas melhores memórias da infância os tempos passados com os avós.

A minha avó ainda viva é uma velhinha lindíssima. Marcada com as rugas do tempo e fragilizada pelos seus 91 anos, mas linda.

E o meu avô, que já nos deixou há uns anos, era não só um bonito velho, mas também um velho cheio de sabedoria, que soube acumular ao longo das suas oito décadas. É para ele que eu escrevo hoje, porque se não me cancei de lhe dizer durante a sua vida o quanto gostava dele, sinto que preciso de lhe dizer hoje, a falta que me faz.

A figura do meu avô é o meu modelo de homem. Um modelo tão elevado, que reduz todas as expectativas, a todos os homens da minha vida, de alcançarem o seu nivel.

Um homem do norte, filho de lavradores, conhecedor da dureza da vida, e que sabia aproveitar dela o melhor que ela pudesse dar. Sempre ligado à terra embora profissionalmente tenha optado por outras opções, os seus tempos livres eram passados nos campos e na criação de gado.

Um homem conservador e com uma escala de valores rectos e invioláveis. Em que a honra valia mais que a conta bancária. Amigo do seu amigo. Apreciava as pessoas não pela sua posição social, mas pelo seu caracter. Ouvio-o dizer tantas vezes: pobre mas de cabeça erguida. Um ser Humano formidavel. Não era homem para muitas conversas, mas estava sempre pronto para dar uma lição de vida.

Na entrada da casa dos meus avós havia um azulejo que dizia:” Cá em casa manda ela, mas nela mando eu”. Eu lembro-me que aquele azulejo me irritava profundamente, quando era jovem. Mas mais tarde, percebi que não tinha qualquer significado, porque me lembro com muito agrado, da forma como o meu conservador avô tratava a minha avó, sempre com respeito e até muita paciencia. Ela era a constante resmungona, muito querida também, mas o tipo de mulher que resmunga, resmunga e ele sempre calmo e amorosso com ela.

Mas ele era assim com todos, muito severo com ele próprio e muito condescendente com os outros. Um amante da privacidade. Da dele e da dos outros. Politicamente? Nunca nenhum de nós conseguiu saber quais as suas preferências. O voto é secreto, respondia-nos. Religião? Nem sequer sei se era crente. Nunca nos disse. Não era homem de ir á igreja. Mais do que isso? Nenhum de nós pôde perceber.

Mas o que mais me marcou no meu avô, foi o seu amor sem limites pela minha pessoa. Nunca ninguem mais me amou como ele. Um amor sem regras, sem limites. O meu porto seguro.

Cada vez que alguem me falhava eu recorria a ele. E ele sem interrogar as minhas atitudes. Estava sempre disponivel e pronto a acolher-me. Durante a minha adolescência atribulada, em conflito constante com um pai intransigente e eu uma dolescente rebelde e inconformada, muitas vezes necessitei da ajuda daquele que sem perguntar nada, sem fazer qualquer julgamento de valores me abria as suas portas e me abrigava debaixo das suas asas: o meu avô.

Este homem amou-me como nunca nenhum homem o fez. Para ele eu era sempre a criança inteligente que ele admirava. Não lhe dei o prazer de terminar o meu curso de Direito, mas nunca lhe li nenhum sinal de decepção, por não o ter feito. Este homem amou-me por mim própria, sem pre-conceitos. Com as minhas qualidades e os meus defeitos. Nunca ninguém me tinha amado assim e estou certa que nunca ninguém me amara da mesma forma. Por isso no dia em que o perdi, perdi muito mais que um familiar querido, perdi o meu “porto seguro”. Percebi que nunca mais estaria completamente protegida.

O que me ficou dele? Foi a lição de vida. A passagem de valores. E sobretudo que vale a pena amar. Que o amor é uma espécie de semente, que se cuidarmos bem, podemos colher excelentes frutos.

Segunda-feira, Maio 12


Quando me iniciei na Blogosfera, acreditei ter encontrado um espaço inteiramente livre. Um cantinho onde podia fazer o que me apetecesse, quando me apetecesse, sem regras, sem medos sem filtragens, sem preconceitos.

Enganei-me. Isso da liberdade total, já não existe, já esta completamenta banida para a minha pessoa. Eu já estou presa a muitas coisas. Nem a blogosfera! Nem ela! Me dá essa liberdade. Foi uma ilusão que eu tive.

Desde o dia 25 de Abril, que não tenho ligado absolutamente nada a este meu cantinho. E, simplesmente, porque não me tem apetecido, porque me tenho ocupada com outras coisas, porque sou preguiçosa e adoro os momentos de ocio e o prazer de nada fazer. Amante das sestas e dos fins de tarde sentada na varanda com o olhar adormecido no horizonte. Reconheço que é uma caracteristica muito pouco contemporânea, nos nossos dias temos que correr todos a 120km à hora, ter um numero infindavel de coisas para fazer e estar sempre muito, muito ocupados. Mas não, eu estou muito desatualizada. Adoro uma preguicinha. Em vez de arranjar tempo para tudo eu arranjo sempre um tempinho para nada.

E porque falei eu da falta de liberdade da bolgosfera? Por isso mesmo. Aqui estou eu a desculpar-me por não ter aparecido. É que afinal, mesmo neste mundo virtual, se criam laços. Uma afetividade virtual, entre entidades também virtuais, que na realidade não conhecemos, mas com quem partilhamos ideias, opiniões, e a quem pouco a pouco comçamos a sentir-nos ligados e até a apreciar. Por isso digo que nem aqui sou totalmente livre. Porque hoje só rompi o meu ritual preguiçoso para vir dizer-vos que agradeço imenso que continuem a deixar-me mensagens no meu post, ainda que sem resposta da minha parte e que assim que me apetecer eu voltarei.

Quinta-feira, Abril 24

25 de Abril - A Revolução dos Cravos


Acordei as 6.30 da manhã como habitualmente, mas logo me apercebi que essa não era uma manhã normal. Os meus pais em vez de andarem atarefados com a rotina da manhã, estavam os dois imóveis, na cozinha, pregados ao radio.

Eu tentei perceber porquê, mas sem exito. Fui interrompida pelo tom dominador da voz do meu pai: Chu! Deixa ouvir.

Resolvi não ligar e tomar o pequeno almoço. Afinal estava quase na hora de ir para a escola e parecia que eu era a unica que hoje me importava com isso.

Depois fui apanhando uma coisinha aqui, outra ali, que me começou a deixar preocupada - ... Vai dar em guerra..., Será que é boa ideia mandá-la para escola?....

Eu tinha onze anos e já percebia o significado da palavra guerra. O meu avô contava-me histórias do tempo da guerra em que tinham que ir para a fila do pão. E eu sabia que na guerra morriam muitas pessoas. O meu tio tinha estado na guerra em Angola. E tinhamos um vizinho a quem chamavam o “ Chico da India” que tinha vindo maluco da guerra. Por isso comecei a ficar preocupada.

Os meus pais acabaram por decidir que a minha mãe me levaria à escola e que depois logo se veria. Durante o caminho, consegui que a minha mãe me explicasse, que embora não soubessem muito bem o que se estava a passar, parecia que tinha havido uma revolução em Lisboa. Revolução era uma palavra nova, mas quando a minha mãe me explicou que os militares tinham o Marcelo Caetano prisioneiro. Percebi a gravidade. Até porque eu sabia muito bem quem ele era. Tinhamos uma fotografia dele na sala de aulas e ele costumava aparecer na televisão. Coitado, fiquei cheia de pena dele, era uma pessoa simpática, tinha um bonito sorriso e uma vez, no ano anterior, ainda eu andava na 4ª classe, fomos os alunos todos da escola, todos embonecados, e segurando uma flor, ve-lo passar na rua da Circunvalação.

Fiquei na escola, as professoras e a directora, todas alburaçadas aconcelharam a minha mãe a deixar-me e asseguraram que se as coisas piorassem nos mandavam mais cedo para casa. E assim sucedeu.

Do dia 25, são estas as minhas recordações. Mas as que realmente me marcaram, foram as que se seguiram, a libertação dos prisioneiros politicos, o reencontro deles com as as suas familias. As histórias terriveis que contavam, das torturas da PIDE. As perseguições aos familiares. A Euforia das pessoas nas ruas, cantando e gritando liberdade. E a descoberta do que era a politica, a liberdade, a democracia. Tudo isto aconteceu aos onze anos, mas influenciou imenso a minha adolescência e a minha maneira de encarar o mundo.

Hoje passados estes anos todos, continuo a ficar com os pêlos em pé quando ouço a “Grandola Vila Morena”, continuo a recordar os testemunhos daqueles que sofreram a injustiça da tortura, por se manifestarem contra o Governo e sinto um orgulho Universal por termos tido essa sorte sem a tal “ guerra” que os meus pais tanto temiam.

Por isso, respeitando todas as opiniões, não consigo perceber que algumas personagens públicas, não dêm o devido valor ao cravo. O simbolo da revolução.

Porque ao contário do que eles apregoam este não tem qualquer conotação politica. Uma florista, entusiasmada, distribuiu-os e os soldados contagiados pelo gesto, colocaram-nos no cano da arma. Quem não percebe a beleza simbólica desta accão, também não deve perceber o significado da Paz

Portugal, Lisboa. Revolução de 25 de Abril de 1974

Aqueles que o viveram, que o recordem.
Aqueles que vieram depois dele, que tentem perceber a sorte que tiveram!!!!!

Terça-feira, Abril 22

Show em homenagem a George Harrison

video


Há certas coisas que não podemos guardar só para nós.

Um amigo prtilhou-o comigo.

E, eu partilho-o convosco.

Sábado, Abril 19

Vinicio de Moraes-O Operário em Construção



Volto á poesia. Desta vez do outro lado do Oceano.

O Grande Vinicio de Moraes.

E um dos meus poemas favoritos:


O Operário em Construção

Era Ele que erguia as casas

Onde antes só havia chão.

Como um pássaro sem asas

Ele subia com as casas

Que lhe brotavam da mão.

Mas tudo desconhecia

De sua grande missão:

Não sabia, por exemplo

Que a casa de um homem é um templo

Um templo sem religião

Como tampouco sabia

Que a casa que ele fazia

Sendo a sua liberdade

Era a sua escravidão

De fato, como podia

Um operário em construção

Comprender porque um tijolo

Valia mais que um pão?

Tijolos ele empilhava

Com pá, cimento e esquadria

Quanto ao pão, ele o comia

Mas fosse comer tijolo!

E assim, o operário ia

Com suor e com cimento

Erguendo uma casa aqui

Adiante um apartamento

Além uma igreja, à frente

Um quartel e uma prisão:

Prisão de que sofreria

Não fosse, eventualmente

Um operário em construção.

Mas ele desconhecia

Esse fato extraordinário:

Que o operário faz a coisa

E a coisa faz o operário.

De forma que, certo dia

À mesa, ao cortar o pão

O operário foi tomado

De uma súbita emoção

Ao constatar assombrado

Que tudo naquela mesa

-Garrafa, prato, facão-

Era ele quem os fazia

Ele um humilde operário

Um operário em construção

Olhou em torno: Gamela,

Banco, enxerga, caldeirão,

Vidro, parede, janela

Casa, cidade, nação!

Tudo, tudo o que existia

Era ele quem o fazia

Ele, um humilde operário

Um operário que sabia

Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento

Não sabereis nunca o quanto

Aquele humilde operário

Soube naquele momento!

Naquela casa vazia

Que ele mesmo levantara

Um mundo novo nascia

De que sequer suspeitava.

O opererario emocionado

Olhou sua própria mão

Sua rude mão de operário

De operário em construção

E olhando bem para ela

Teve um segundo a impressão

De que não havia no mundo

Coisa que fosse mais bela

Foi dentro da compreensão

Desse instante solitário

Que, tal sua construção

Cresceu também o operário

Cresceu em alto e profundo

Em largo e no coração

E como tudo que cresce

Ele não cresceu em vão

Pois além do que sabia

-Exercer a profissão-

O operário adquiriu

Uma nova dimensão

A dimensão da poesia

...

Quinta-feira, Abril 10

Piensa en mi-Luz casal

Adoro esta musica.
Adorei o filme : tacones lejanos
e Gosto muito de Pedro Almedover

Terça-feira, Março 25

Mayakovski

Este texto chegou-me por e-mail.
É de tal maneira forte e realista, que não resisti a publicá-lo.





Mayakovski
Poeta russo que se suicidou após a revolução,
escreveu, ainda no início do século XX :

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.

E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
calcam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada


Bertold Brecht (1898-1956)

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso

Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários

Mas não me importei com isso

Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis

Mas não me importei com isso

Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados

Mas como tenho meu emprego

Também não me importei
Agora estão me levando

Mas já é tarde.

Como eu não me importei com ninguém

Ninguém se importa comigo.


Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.

Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.

Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.

Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;

já não havia mais ninguém para reclamar...
.


Cláudio Humberto, em 09 FEV 2007


Primeiro eles roubaram nos sinais,

mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus,

mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas,

onde não moro;
Fecharam então o portão da favela,

que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança,

que não era meu filho...




E Nós não nos importamos porquê?

“ Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo”

Sexta-feira, Março 14

Rio Earth Summit (1992) - Seven Suzuki´s speech

Sem palavras!
Pergunto que fizeram os senhores que a escutavam, desde entao?
Ja passaram 16 anos?????
Talvez umas noites de insonia!!!! E pouco mais!

Quarta-feira, Março 12

O Falhanço da Humanidade: as relações humanas


O Falhanço da Humanidade: as relações humanas

Cada vez mais, temos menos tempo, para usufruir da companhia de seja de quem fôr. Seja ele o marido/esposa, os filhos, os pais, os avós ou os amigos.
Passamos o tempo a correr da casa, para o trabalho, do trabalho para o supermercado, do supermercado para a escola dos filhos, da escola para a o ginasio, ou para o ballet da filha, o Karaté do filho, depois para casa, as lidas da casa, os trabalhos de casa, o trabalho do trabalho que se trouxe para casa.
Que eficiência! Que perfeicão!
Mas onde falhamos?
Nas relações.
Marido e mulher, não têm tempo nesta correria desenfreada, para poderem passar um serão juntos, umas horas de lazer, ou simplesmente uma conversa, um trocar de opiniôes.
Pais e filhos. Os filhos que chegam ainda com tarefas de casa para fazer, o banho, o jantar, também já estão no bom caminho para a louca maratona da vida. O tempo para disfrutar com os pais é que é escasso. Talvez quem sabe no fim de semana se arranje algum. Chichi cama.
Os Pais e os irmãos, são aqueles com quem passamos as nossas primeiras duas décadas de vida, a quem telefonamos de vez enquando e a quem priviligiamos com algum do nosso precioso tempo com visitas semanais apressadas.
Os avós, guardamos excelentes recordações, mas já não cabem na nossa aterefada agenda.
Os amigos? Encontramo-nos para beber uns copos dar umas risadas. São bem vindos desde que não tragam problemas!
Lembram-se do orgulhosamente sós Estatal?
A nossa sociedade vive o Orgulhosamente só Individual.
Somos capazes de fazer mil tarefas ao mesmo tempo. Mas não somos capazes de nos sacrificar por uma relação.
Não temos tempo para ninguém.
Boa desculpa! E como não se pode mudar o sistema. E as coisas são como são. A sociedade de hoje é mesmo assim. Seguimos em frente com as nossas conciências aliviadas e resignadas.
O que nós realmente precisamos nos nossos dias, não é de ideais politicos fortes e revolucionários que tragam uma solução milagrosa.
O que nós necessitamos realmente é de uma revolução ideologica, que nos sacuda, que nos acorde desta apatia, deste conformismo, desta ausência de valores.
Para que preciso eu de trabalhar tanto? Para conseguir sucesso na minha carreira profissional? Que muitas das vezes não tem nada a ver com a minha competência?
Para conseguir a ambicionada casa, que vou levar uma vida a pagar?
Para conseguir o ultimo modelo de um carro qualquer?
Para conseguir as ambicionadas férias, para as quais me esfolei a trabalhar um ano inteiro e que nem sequer apreciei por estar tão cansada e stressada?
Para conseguir dar aos meus filhos tudo que eles precisam, quando não tenho hipotese de lhes dar aquilo que mais falta lhes vai fazer pela vida fora, a minha atenção?
O que nós realmente precisamos, é de uma revolução ideológica que nos faça perceber que quanto mais sozinhos estamos, mais infelizes somos e mais infelizes fazemos os outros que nos rodeiam. E que se calhar a prioridade não é a “tal casa” ou a “carreira profissional” .

Quarta-feira, Março 5

Desencanto


Foram muitos os mommentos
Em que tu me bastavas
Em que eras a água que eu bebia
O ar que eu respirava.
A minha inspiração
A minha loucura
O meu outro lado

Foram muitos os momentos,
Foram muitos!
Tantos que eu acreditava na eternidade!
Mas n
ão!

Não sei onde nos perdemos.
Que encruzilhada de caminhos
Nos deixou desorientados?!

Antes seguiamos juntos,
Hoje vamos só lado a lado.
Antes riamos de tudo
Hoje esforçamos sorrisos
Antes corriamos para casa
Hoje atrasamos os passos
Antes os teus olhos, eram o meu espelho,
Hoje evitamos os olhares

N
ão sei onde nos perdemos!
Não sei!

Domingo, Março 2


Hoje acordei de mau humor. Muito mau homor!
Neutral? Não quero, não posso e não vou ser neutral.
É a cegueira total??? Ou estamos todos deliberadamente cegos?
Eu cresci na Europa. Nasci 20 anos depois da II guerra. Cresci, com o pesadelo da hitória de um homem diabólico que acreditava na superioridade da raça ariana e que por razões inesplicaveis, tinha uma obcessão contra a raça judia e que cometeu os crimes mais horrorosos da história da humanidade contra os judeus. Pior que isso tudo, foi que a sua loucura, usada com a sabedoria de um louco inteligente, conseguiu mover multidões de apoiantes, que o suportaram e o ajudaram a cometer toddos esses crimes horrendos.
Vi no cinema, o “Les uns e les outres”, o “Holocausto” , a “Escolha de Sofia”,a “A lista de Shindler”, o “La vie est Belle” e muitos outros dos quais ja nem me lembro do nome, mas que nunca me esqueço do conteúdo.
Sempre desprezei os movimentos nazis que se começaram a manifestar por toda a Europa durante a minha passagem pela adolescencia.
Por issio desde ja aviso. Que Não aceito nem admito que alguém por causa do que me proponho escrever a seguir, me acuse de anti-semita. Com todas as palavras que fique desde já esclarecido eu não sou anti-semita. Eu não tenho absolutamente nada contra os Judeus.
Uma coisa é religião outra bem diferente é a politica!
E por vezes, a religião, serve muito bem como ferramenta, para politicos mal intencionados, conseguirem fazer o que querem.
Ontem em Gaza morreram 62 pessoas. Muitas delas crianças. E o mundo continua a suportar Israel e justificam as suas accões como manobras de defesa.
Em Israel morreram dois soldados.
Desde o inicio deste conflito, ha 60 anos, que a diferenca de numeros de vitimas de um lado e do outro é mais ou menos desta relação. 2 pra 62??!!!
Israel é uma nação soberana.
Os Israelitas têm a sorte de serem cidadãos com plenos direitos, num estado democrático, que os proteje com um dos exercitos mais poderosos do mundo.
Palestina é uma Região autónoma. Note-se não é um País!
Os Palestinianos são apátridas que vivem em territórios que as “Nações Unidas” denominam de ocupados, deprovidos da quase totalidade de direitos.
Gaza, faz parte dessa região autonoma” que de autonoma só tem o nome e cujo o acesso a qualquer outra zona dessa região lhes está completamente vedada por postos de controle militares Israelitas. E uma ilha, isolada, bloqueada por todos os lados. Sem qualquer recurso.
Terroristas? É verdade, concentram-se em Gaza a grande maioria de Palestinianos Islamicos activistas e extremistas com quem é impossivel dialogar!
Por isso está tudo explicado! Matem à vontade! Dêm cabo deles todos! A vossa missão é justificavel aos olhos da humanidade.
Que importa se são inocentes? Se não partilham das mesmas ideologias? Se são crianças? Um dia crescerão e serão mais uns terroritas!
E depois olhem para eles tão diferentes de nós. Tão “incivilizados”.
Vivam durante 60 anos, sobre ocupação, sem qualquer tipo de direito. Sofrendo humilhações constantes por parte daqueles que sendo a força ocupadora, tem poder sobre tudo e sobre todos. Juntem a isso a total dependencia economica e de matérias essenciais à subsistência tais como luz e água. E digam-me como pode um povo manter a dignidade e o bom senço?

Até no nascimento precisamos de sorte. E eu tive a sorte de nascer em Portugal. País de brandos costumes.

Segunda-feira, Fevereiro 25

O nosso cérebro


O nosso cérebro é doido !!!


De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo.


O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3RCO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO OCÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4RB3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
Este artigo foi me enviado por e-mail por uma amiga. Eu já o conhecia. Tinha o visto num jornal inglês há coisa de uns dez anos. Interesantíssimo! Muito revolucionário.
Apetecia-me poder voltar atraz no tempo e ir discuti-lo com a minha professora primária, que dava uma réguada por cada erro, e ás sucessivas professoras de Português, que me colocavam o meu QI nas ondas da amargura, cada vez que me entregavam um teste, ou uma redação.
Alegrem-se os que como eu alguna vez pensaram, que pelo facto de não dominarem a escrita, a deviam abandonar. Afinal é a bagunça total, não importa a ordem das lestras. O nosso cérebro lê para além do erro ortografico! Não é fenomenal!
Eu tenho a paixão pela leitura e adoro uma boa escrita! Mas não tenho esse talento. Assim como aprecio uma boa pintura. Mas não consigo pintar uma formiga.
Explicações para isso: Talvez o facto de ser proveniente de uma familia pouco letrada, que fizeram o seu melhor para me dar a oportunidade que não tiveram. Talvez porque sou de uma geração que apanhou com sucessivas alterações aos programas curriculares, no pós 25 de Abril. Talvez porque mais tarde, aos 21 anos tenha descoberto que tinha dislexia.Ou simplesmente não tenho essa capaciade.
Mas o melhor de tudo é que nada disso importa. Afinal o conteudo não se esvazia com o erro ortográfico, o nosso cérebro consegue captá-lo.

Terça-feira, Fevereiro 19

Prisão perpétua




Sentença: Prisão perpétua
Crime: Nascer mulher. O pecado original


Esta é uma das formas mais extremistas do machismo. Não se enganem, não tem nada a ver com religião. Não é uma practica corrente do Islamismo. Mas um abuso, machista, fundamentado na religião. Ao longo dos tempos, a Hitória, deu-nos grandes testemunhos, de práticas machistas, que tiveram cobertura, por hábitos provenientes de diferentes religiões.
Nunca o poder do homem é tão grande como quando se alia a Deus.
Mas esta é a forma machista mais cruel! O apogeu máximo!
A mulher deve cobrir todo o seu corpo para que nenhum homem a veja para além do seu marido.
Mostrar a sua beleza, ou partes do seu corpo, significa provocar os desejos incontrolaveis” do desgraçado do homem. Porque ele é a vitíma das “pecadoras”, que os tentam, exibindo os seu corpos femininos.
A unica forma que estes “fracos” e “desprotegidos” seres têm de não cair na tentação, à qual não conseguem fugir ou evitar, é cobrirem-nas por completo e criarem uma série de regras de comportamento, que proibam qualquer manifestação publíca deste perigoso ser.
Só há uma classificação: Escravatura sexual. A mulher é reduzida á condição de fêmea. Se não se cobrir e agir de acordo com as respeitaveis leis do seu amo e senhor, a pecadora, só existe para provocar os instintos sexuais dos machos. Se não lhes inpôem as regras e lhes ditam as condutas, as mulheres saltariam de homem para homem, num desaforro total e sem limites.
Porém o homem, a vitíma do pecado original, sabe do que ela é capaz. E sabe que a sua missão altruísta é de a orientar, por isso cria as regras que a afastarão do mau caminho a que está predistinada e a transformam, no que o homem precisa: a Esposa e a Reprodutora.


Arábia Saudita
As mulheres não podem conduzir
Podem ser presas se forem encontradas na rua sozinhas, ou acompanhadas por um estranho, ou seja, sem ser na companhia de um membro familiar masculino, por suspeita de prostituição.
Obrigadas a casar por decisão da familia.
Recentemente uma mulher foi condenada a 200 chicotadas, após ter sido violada por 6 homens, só porque, no momento em que os violadores a atacaram, estava num carro com um homem estranho. Entenda-se por estranho, um não familiar.

Afeganistão
Só recentemente a lei permite que as mulheres possam frequentar escolas. Porém é practica corrente que os populares, destruam as escolas ou ataquem aquelas que se deslocam á escola.
Não é permitido conduzir.
Podem ser condenadas a apedrejamento até á morte se tiverem condutas imorais.

Domingo, Fevereiro 10

Liberdade - Fernando Pessoa


Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças..
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
-Fernando Pessoa-
O que me encanta num poeta, não é a forma magnifica como brincam com as palavras, as misturam, as pincelam e as transformam. Que por si só já é uma arte! O que realmente me encanta, é que o façam com filosofia. Os meus poetas preferidos, não são só letrados brilhantes, que dominam as técnicas da literatura, mas são verdadeiros filosofos, que querstionam a vida, o ser, a razão....
Com eles não só me delício no correr dos versos, como também me angustio, me confronto, me questiono....

Quinta-feira, Janeiro 24

Florbela Espanca



Nem só de guerras vive o Homem! E eu adoro poesia.
Ja partilhei aqui alguns dos poetas que me iluminam a minha vidinha rutineira e a tornam mais aprazível.
Mas entre eles, Florbela Espanca, ocupa um lugar priviligiado.
Florbela Espanca (1834-1930), natural de Matosinhos, foi uma precursora do movimento femininista. Teve uma vida atribulada e inquita, que se manifestou de forma genial na sua brilhante poesia.


Mais Alto

Mais alto, sim! mais alto, mais além

Do sonho, onde morar a dor da vida,

Até sair de mim! Ser a Perdida,

A que se não encontra! Aquela a quem


O mundo nao conhece por Alguém!

Ser orgulho, ser águia na subida,

Até chegar a ser, entontecida,

Aquela que sonhou o meu desdém!


Mais alto, sim! Mais alto! A Intangível

Turris Ebúrnea erguida nos espaços,

A rutilante luz dum impossível!


Mais alto, sim! Mais alto! Onde couber

O mal da vida dentro dos meus braços,

Dos meus divinos braços de Mulher!


Florbela Espanca

Sexta-feira, Janeiro 18

Guerra ou Paz?


Em 1948, termina o mandato Britânico. Israel declara independência. Os Arabes declaram guerra.
60 anos depois este continua a ser o maior conflito do nosso século.
Com consequências devastadoras e que se refletem em todo o Mundo.
O que me leva a escrever, sobre ele? O facto de me tocar muito de perto. E de perceber que pelo desgaste do tempo e de notícias que nos invadem o nosso quotidiano dia a dia, acerca dele, minga a informação que nos leve a percebê-lo.
É normal, encontrar pessoas com opiniões sobre o assunto, umas pro-israelitas, outras pro-palestinianas e muitas, muitas de indiferença, devido à saturação de seis decadas.
Nao me proponho a ser neutral, porque esse é o trabalho do jornalista, eu sou sómente un cidadão comum.Pelo contrário, proponho-me a expressar pelos olhos de uma ocidental, nascida em Portugal, com uma vivência europeia, na sua cultura e nos seus principios, o que por aqui se passa.
E porquê? Porque acredito, que muita da indiferênça que se faz sentir, nos nossos dias, sobre calamidades internacionais, tem a ver, com a falta de conhecimento ou o simples facto de por acontecerem em culturas, muito diversas da nossa, não nos serem perceptiveis.
As razôes desta guerra são faceis de perceber.
Os Israelitas, viam ao fim de 2000 anos, o seu sonho realizar-se. Voltavam a Israel.
Tinham acabado de sair do terror do Holocausto. Voltavam a ter esperança como Povo e a experiência traumatizante de Hitler, reforçava-lhes os ideais nacionalistas e o desejo de um Estado Judaico.
Os Arabes que se tinham fixado na região durante os mesmos 2000 anos, também se sentiam no direito de lutar por aquela que consideravam a sua terra e a dos seus antepassados.
Hoje ja não faz sentido, a não ser por razões meramente históricas, perceber quem teria razão. Os extremistas, de ambos os lados, afirmam que Israel deverá ser só para Judeus, não reconhecendo o direito da existência da Palestina, bem como certos Arabes, defendem que a Palestina, deve ser o território hoje conhecido como Cijordânea, Gaza e o actual Estado de Israel e recusam-se a reconhecer Israel como Estado soberano.
Na minha opinião, de cidadão comum, não filiado em nehum partido ou grupo de qualquer das partes, fazendo simplesmente uso, da capaciade racional, inerente, a minha caracteristica humana, diria que nada disto faz sentido, nesta altura dos acontecimentos.
Se negarmos o direito de existência a Israel? O que pretendemos fazer ao Povo Israelita? Empurrá-los outra vez para o “nomadismo”?
Não tendo já em conta, o facto de Israel, ser neste momento um dos Estados
mais poderosos do Mundo, o que apartida, tornaria a tarefa impossivel! Que justiça
haveria nessa desição? Como se pode, sequer pensar em empurrar um povo inteiro para
lado nenhum? Somos, nós, raça humana,tão estúpidos que não aprendemos nada com os
nossos erros hitóricos ao longo de milhares e milhares de anos de existência?
Por outro lado, se não reconhecermos aos Palestinianos, o direito de poder ter um estado
Soberano e independente, qual sera, a solução? Fazê-los sair do território agora
conhecido como Cijordânia e Gaza? Para onde iriam? Para os paízes àrabes vizinhos?
Jordânia, Libano, Egipto ou Síria? Países estes que já têm grande numero de
“refugiados” Palestinianos a viverem no seu terrirório, desde 1948, no início do conflito
e em 1967, quando Israel ocupou Jerusalem Este. Refugiados estes que continuam até
hoje a viver na condição de refugiados, sem portanto terem adquirido, ao longo destes
anos todos, direitos de cidadânia? Ou, mantê-los eternamente, como na situação
presente, desprovidos de um Estado, sem dignidade pessoal, apátridas? E a testemunhar
diáriamente as marcas da ocupação, com “check points”, invasões militares,
bonbardeamentos, destruição de casas e apropriações de terras de cultivo e propriedade
privada?
E mais uma vez o bom censo, diz-me que esta não pode ser a solução. Pelo menos uma solução que possa repôr a paz.
A unica solução, na mente dos menos iluminados, dos que não são politicos, dos que não querem dominar o Mundo, passa pela exitência lado a lado, de dois Estados soberanos: Isreal e Palestina.
E, não precisamos de ser génios para perceber, que se em 60 anos, com tantas tentativas de alianças de paz, das quais algumas estiveram muito perto de se realizarem, se a coisa não funcionou, foi porque a vontade politica, não o quiz.

Quinta-feira, Janeiro 17

Soldados Israelitas e um rapazinho Palestiniano



Estes Palestinianos são muito perigosos!!!!!

Quinta-feira, Janeiro 10

Palestina

O Que é a Palestina, e quem são os Palestinianos?


  • As fronteiras desta disputada zona, também conhecida como Canaã ou Terra Santa, nunca foram definitivamente concluidas. O nome remonta à antiguidade, deriva dos “Philistines”, que viveram na costa Mediterrãnica. A Biblia não retrata este Povo de forma muito atrativa, porque não eram crentes em Deus e competiram com os autores e herois das escrituras pelo controlo e poder de partes de Canaã. Guerreiros valentes e dos primeiros a usar armas de ferro, foram muitas das vezes vencedores, contra os seus inimigos- tais como o poderoso Rei Davide.
  • Os conquistadores romanos, depois de esmagarem a segunda revolta judaica em 135 a.c., estabeleceram-se na zona, empenhados em destruir a precença histórica Judaica na zona.
    Mudaram o nome de Jerusalem para “Aelia Capitolina” e a Judeia passou a denominar-se provincia da Palestina.
  • Quando os Romanos se converteram ao cristianismo, reavivaram o nome de Jerusalem.
  • O nome de Palestina manteve-se após a conquista àrabe no século sexto, traduzida para o àrabe Filistin.
  • Sucederam-se as invasões dos Turcos, Kurdos, as Cruzadas Europeias e finalmente em 1516 o Império de Ottoman integrou a Palestina como parte do império Turco.
  • Com a primeira guerra mundial a França e a Inglaterra tomaram o controlo de grande parte do Médio Oriente.
  • A Liga das Nações conferiu à Grã-Bretanha o mandato da Palestina, tal como conhecemos hoje o território de Israel, Cijordánia, Gaza e Jordánia.
  • Em 1922, após a Jordánia ter sido retirada do Mandato, o restante território, entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrãneo, manteve-se com o nome de Palestina.
  • Embora Arabes cristãos e muçulmanos tenham vivido continuamente neste território desde a ocupação romana, nunca tiveram um empenho real em estabelecer uma nacão independente. As sua preocupações estavam concentradas na “familia” e nas “tribos”.
  • O sentido forte de Nacionalidade só se manifestou entre os Arabes, quande se aperceberam do número crescente de imigrantes Zionistas que começaram a chegar à Palestina, comprando grandes parcelas de terra com o obejectivo de establecerem a sua nação.


    Em 1922, segundo um censo demográfico conduzido pelo governo Breitánico, registavam-se na Palestina:

    84,000 Judeus
    670,000 Arabes
    Quando o território foi dividido, pelas Nações Unidas, 1947, esse numero tinha aumentado para:
    600,000 Judeus
    1,300,000 Arabes

    Estas notas foram retiradas quase na integra, e traduzidas do livro de Jimmy Carter- Peace not Apartheid.
    O livro faz um resumo histórico das origens dos dois povos, no conflito e é um testemunho, muito realista, de um Homem que acompanhou desde hà muitos anos, por várias vezes, as negociações de paz entre as duas partes, mostrando de forma muito detalhada, os avanços e recuos do processo de paz.
    O qual disse, em 1979 , durante um discurso no parlamento Israelita – Knesset- “ The people support a settlement. Political leaders are the obstacles to Peace.”

Segunda-feira, Janeiro 7

Israel versus Palestina


29 de Novembro de 1947
Na sala dos telétipos da Rádio Palestina, as mensagens eram arrancadas à medida que eram recebidas. O original destinava-se ao serviço inglês, uma cópia ao hebreu e outra ao serviço árabe. O jovem redactor Hazem Nusseibi redigia uma rápida tradução para o locutor. À medida que os resultados dos votos se sucediam, ele continuava com a impressão que o resultado do escrutínio era incerto. Mas dentro de pouco tempo uma última mensagem foi-lhe entregue. O árabe traduziu-a apressadamente. E foi apenas quando escutou a voz do locutor que compreendeu o que ele próprio acabara de escrever: «Por trinta e três votos contra treze e dez abstenções, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou a favor da divisão da Palestina.»
Ouviu então, vindos do outro lado do pátio, os gritos de alegria dos seus colegas judeus.”




Naquela tarde de Maio de 1948, o lamento das gaitas-de-foles propagava-se pela última vez através do labirinto das ruelas antigas anunciando a partida dos soldados ingleses que tinham ocupado a Cidade Velha de Jerusalém. Marchavam impassíveis, silenciosos. em grupos de oito ou dez, e o martelar das botas pontuava a melodia. Dois homens, de metralhadora a tiracolo, enquadravam cada grupo, vigiando cuidadosamente as fachadas e os terraços do universo que atravessavam.
Os velhos de longa barba contemplavam o desfile das janelas e do limiar das sinagogas. Desde há três mil anos que os seus antepassados tinham visto partir muitos outros ocupantes: .assírios, babilónios, persas, romanos, cruzados, árabes e turcos. Hoie cabia a vez aos militares ingleses de abandonar esta praça depois de um triste reinado de trinta anos.
Pálidos e curvados por uma existência inteiramente dedicada ao estudo, estes velhos encarnavam a perpetuidade da presença judia em Jerusalém. Rabinos, talmudistas ou doutores da lei, eles tinham sobrevivido de século em século, parcela quase ignorada pela comunidade dispersa. Eles tinham prestado honras ao dia do sabat e fixado todos os actos das suas pobres vidas segundo os preceitos sagrados. Decoraram os versí­culos da Tora e copiaram cuidadosamente os textos do Talmude os quais transmitiam de geração em geração. Prostravam-se todos os dias diante do Muro das Lamentações implorando ao Deus de Abraão o regresso do seu povo à terra de onde tinha sido expulso. Nunca tal dia parecera tão próximo.
Efectivamente, outros olhares espiavam a coluna dos sol­dados estrangeiros. Vigias judeus, armados de metralhadoras e granadas rudimentares, aguardavam emboscados ao abrigo de sacos de areia que obstruíam determinadas janelas ou por detrás de seteiras invisíveis dispostas nas veneráveis fachadas dos edifícios. Dentro de alguns instantes, assim que o último soldado desaparecesse, lançar-se-iam para as posições inglesas abandonadas as quais eram constituídas por meia dúzia de casas fortificadas que defendiam o bairro judeu contra os ata­ques provenientes dos bairros árabes que o rodeavam.
Quando o último destacamento inglês chegou ao fim da rua virou â esquerda para subir uma ruela que conduzia ao muro imponente do patriarcado arménio e parou diante do arco de pedra que coroava a entrada do n." 3 da Rua Or Chayim.
O rabino Mordechai Weingarten, a mais alta autoridade do bairro, passara a tarde na companhia dos textos sagrados, no seu gabinete de paredes cobertas por livros antigos e objec­tos religiosos. Absorto em meditação, Weingarten hesitou um momento antes de responder. Levantou-se finalmente, vestiu o colete e a sobrecasaca, ajustou os óculos de aros de ouro, pôs o chapéu e saiu. Um oficial com as divisas amarelas e verme­lhas do regimento de Suffolk esperava-o no pátio para lhe entre­gar solenemente uma enorme chave. Era a chave da Porta do Sião, uma das sete portas de Jerusalém.
— Desde o ano 7O até hoje— declarou o oficial— nenhuma chave de Jerusalém jamais se encontrou entre as mãos dos judeus. É pois a primeira vez em dezanove séculos que o vosso povo obtém este privilégio.
Weingarten estendeu uma mão trémula. A lenda contava que na noite em que o imperador romano Tito destruíra o templo dos judeus, os seus sacerdotes tinham lançado as chaves de Jeru­salém ao céu gritando: «Deus seja de agora em diante o guarda destas chaves!»
O oficial inglês perfilou-se e fez a continência.
— As nossas relações nem sempre foram fáceis, mas separe-mo-nos como bons amigos— continuou. — Boa sorte e adeus.
— Abençoado sejas— murmurou Weingarten—, oh Deus, que nos tens dado a vida e o pão, e nos permitiste ver este dia.
Em seguida, dirigindo-se ao inglês, acrescentou:
— Aceito esta chave em nome do meu povo.”




Era o dia 14 de maio de 1948. Esse dia viu os ingleses abandonarem a Palestina, os Judeus proclamarem o Estado de Israel e os árabes irem para a guerra”

De um grande rigor historico " Oh, Jerusalem" de Dominique Lapierre e Larry Collins.Um livro bem escrito e ilucidativo, sobre um assunto que tem 60 anos de actualidade.




Quarta-feira, Janeiro 2

Votos para 2008

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Votos para 2008

Um 2008 sem guerras
Um 2008 sem abusos de direitos
Um 2008 sem ditadores
Um 2008 sem fome
Um 2008 sem lixo e poluição
Um 2008 sem violência domestica
Um 2008 sem terrorismo (de qualquer especie)
Um 2008 sem descriminação
Um 2008 sem racismo


Como já perceberam, estes são votos Fundamentais mas Utópicos. Ninguém com um pouco de bom-censo acredita nesta possibilidade.
E porque não?
Porque hipócrisias à parte, nós raça humana, somos assim mesmo, egoistas, desinteressados pelos problemas “alheios” e destruidores.
Perdoem-me os “homens de boa vontade”, pela injustiça do julgamento. Os quais existem, mas são uma pequena minoria.
É para a maioria que eu me dirijo, os que não fazem nada de nada, para melhorar o rumo das coisas. Os que seguem o seu percurso sem ligar a minima para os que lhe estão proximos, ou para o que vai à sua volta. Os que exitem à volta do seu umbigo. Os que se sentam no sofá a criticar os politicos. Os nossos problemas pessoais são sempre por culpa dos nossos pais. Os nossos problemas socio/económico/politicos, são sempre por culpa dos politicos. Mas eu sou “realista” ao ponto de acreditar que nós temos os politicos que merecemos. Ou seja, eles não são na grande maioria das vezes, mais do que o reflexo do seu próprio povo. Por exemplo, nós “portugueses” acusamos constantemente os nossos governantes de corrupção, tráfego de influências, etc.etc. Mas, com honestidade, digam-me quantos dos nove milhões que somos, não cometeu nunca um destes medonhos crimes???? Uma cunha para o emprego? Um pedido a um amigo para acelarar uma consulta no hospital? EH?????
A culpa não é dos nossos governantes, mas nossa. A verdade é que nós não queremos saber de nada, nem nos queremos incomodar com nada. Por isso elegemos uns palermas, para arcarem com as culpas e nos aliviarem a consciênca.
Por nossa culpa, nossa grande culpa, hà guerras por todo o lado, crianças que morrem à fome, ou por falta de uma vacina, mulheres que têm que se esconder por baixo de “burcas”, animais que são perseguidos até à extinção, crianças que são traficadas, florestas que são destruidas, etc. etc. etc.
Mas como consolação temos o nosso sofá, a nossa tranquilidade e a certeza de que a nossa passagem é curta, para quê incomodarmo-nos.

Quarta-feira, Dezembro 26

Natal !!!!!!




As celebrações de Natal em Belem.

Reza a história que foi em Belem que tudo teve inicio.
Há dois mil anos que se celebra o “Natal”, em todo o Mundo.
Mas onde tudo aconteceu, segundo reza a hitória, nem sempre se pode celebrar esta tradição. Pelo menos, não da forma a que em “quase todo o mundo” se associa o “espirito natalício” da época.

Segunda-feira, Dezembro 24

BOM NATAL E FELIZ ANO NOVO

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Segunda-feira, Dezembro 17

O Canto de Orge- Bertolt Brecht


De volta à poesia. Desta vez Brecht.O polémico Bertolt Brecht.
Ou se gosta ou não se gosta. Indiferente? Impossivel.
A sua poesia é chocante e provocadora. Brecht estava zangado com o Mundo.
E tinha as suas razões. Testemunha de duas guerras, contemporâneo de Hitler, uma Pátria dividida, o exilio.
A sua poesia é o proprio Brecht quem a define:
“uma rima no meu poema
Seria quase uma insolência.
Dentro de mim se enfrentam
A exaltação da beleza da macieira em flor
E a náusea dos discursos do pintor.
Mas só a náusea
Me faz escrever.”


O canto de Orge – Bertolt Brecht

Dizia-me Orge:

O lugar que na terra amamos mais
Não é a relva do túmulo dos nossos pais.

Dizia-me Orge: para mim o lugar que
Mais se deve desejar será sempre o W.C.

Nesse lugar é permitida a cada um a alegria
De ter por cima a estrela, e, por baixo, a porcaria.

Lugar admirável onde se po-
De, adulto, ficar só.

Lugar de humildade: nele saberás bem
Que não passas de um homem que nada retém.

Lugar onde um corpo que no assento repousa
Faz com força e doçura por seu bem qualquer cousa.

Lugar de sabedoria onde podes com lazer
Preparar a tua pança para muito outro prazer.

Nele te darás conta do que realmente és:

Um pobre tipo que come nos WW. CC.

Segunda-feira, Dezembro 10

The Golden Compass

Este e-mail foi-me enviado por uma querida amiga da Nova Zelândia:
Hello all,There will be a new children's movie out in December called "The Golden Compass". The movie has been described as "atheism for kids" and is based on the first book of a trilogy entitled "His Dark Materials" that was written by Phillip Pullman.
Pullman is a militant atheist and secular humanist who despises C. S. Lewis and the "Chronicles of Narnia". His motivation for writing this trilogy was specifically to counteract Lewis' symbolisms of Christ that are portrayed in the Narnia series. Clearly, Pullman's main objective is to bash Christianity and promote atheism. Pullman left little doubt about his intentions when he said in a 2003 interview that "my books are about killing God." He has even stated that he wants to "kill God in the minds of children". It has been said of Pullman that he is "the writer the atheists would be praying for, if atheists prayed."While "The Golden Compass" movie itself may seem mild and innocent, the books are a much different story. In the trilogy, a young streetwise girl becomes enmeshed in an epic struggle to ultimately defeat the oppressive forces of a senile God. Another character, an ex-nun, describes Christianity as "a very powerful and convincing mistake." In the final book, characters representing Adam and Eve eventually kill God, who at times is called YAHWEH. Each book in the trilogy gets progressively worse regarding Pullman's hatred of Jesus Christ."The Golden Compass" is set to premier on December 7, during the Christmas season (and staring Nicole Kidman), and will probably be heavily advertised. Promoters hope that unsuspecting parents will take their children to see the movie, that they will enjoy the movie, and that the children will want the books for Christmas.Please consider a boycott of the movie and the books. Also, pass this information along to everyone you know (including church leaders). This will help to educate parents, so that they will know the agenda of the movie.
Thanks for praying


Ja tinha ouvido sobre a polémica que o filme estava a gerar, atravez da C.NN.
E pergunto-me porquê estas atitudes alarmistas em relação à relegião, seja ela qual fôr?
Recentemente, uma profesora Inglesa,Gilliam Gibbons, foi presa, no Sudão, por ter chamado de Mohammad a um ursinho de peluche. Gostaria de esclarecer que Mohammad, não só é o nome do profeta islâmico, como é também o nome mais comum entre os muçulmanos. Assim como o Smith, no Reino Unido e o Silva no nosso País.
A controversia criada pela publicação, da banda desenhada, publicada no jornal Dinamarquês Jyllands-Posten, sobre o profeta Mohammad.
O filme A ultima tentação de Cristo.
O livro de Dan Brown, O código de DaVinci” e respectivo filme.
O filme de Mel Gibson, A Paixão de Cristo”.
Em relação aos filmes e livros citados, confesso que só expevitou em mim, e na maioria dos que correram a comprá-los, e a vê-los, uma curiocidade redobrada que acabou por ser muitíssimo lucrativa para os seu autores. Tenho a certeza que estarei nas salas de cinema a assistir a este quando por aqui passar.
Mas o que realmente me preocupa é o rumo que as coisas estão a tomar.
Eu assumo-me como uma cristã não religiosa. E esta minha atitude perante a religião, não é uma consequência da apatia religiosa, mas uma desição muito ponderada e após muita meditação. Nasci católica, cresci católica e afastei-me num acto consciente.
Mas como crente, não religiosa, e certa de que não sou dona da verdade, tenho sempre uma atitude, de respeito por qualquer religião e culto religioso.
O que eu não entendo é que no Sec.XXI, a religião continue a querer ter o poder de intervir na liberdade individual.
Uma das maiores conquistas históricas dos séculos anteriores, foi a liberdade de expressão. Todos nós, religiosos, ateus ou crentes, devemos ter os mesmíssimos direitos.

Segunda-feira, Dezembro 3

Andrea Bucelli e Dulce Pontes- O Mar e Tu

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A Beleza deve ser partilhada!

Quarta-feira, Novembro 28

Politicos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Uma amiga enviou-me este video por e-mail.

Engraçado, muito engraçado!
Surprendente? Não.
Encaixa muitíssimo bem na ideia que eu tenho dos Politicos.
Politica é poder. Toma-se-lhe o gosto e já não se pode viver sem ela.
Uma espécie de droga, que para além de criar depêndencia, também tem efeitos secundários, tais como a ausência de vergonha, de excrupulos, de sensatez, de honestidade e respeito pelo próximo.
O Chavez é um exemplo caricato, mas não está sozinho, há uma lista infindavel dos que sofrem da mesma doença. Arricar-me- hei até, em dizer que muito raros são os que conseguem escapar a esta enfermidade.
E acreditem que não precisamos de cruzar o Atlântico.

Quinta-feira, Novembro 22

Seleccao Portuguesa


Este Blog hoje muda de Tom

Quero dar os PARABÉNS à nossa Selecção Nacional.
Quero dar os PARABÉNS ao público que apoiou forte e feio a sua selecção durante os 90 minutos de jogo, que se manteve de pé nos ultimos cinco minutos gritando energéticamente :
PORTUGAL! PORTUGAL!
Lindo! Comovente!
Eu vivo longe do meu “jardim à beira mar plantado” e são momentos como estes que me transportam, como numa viagem virtual, para aí.
Poucas vezes senti com tanta emoção este sentimento nacionalista. E são estas manifestações que me fazem sentir orgulhosa de ser Potuguesa. Em vez do comum mal-dizer a que vitimamos o nosso País constantemente. Temos tantas coisas de que nos orgulhar, se o Futebol é uma delas, porque não gritá-lo a bons pulmões:
BRAVO RAPAZES!
E dou razão ao Scolari por se mostrar profundamente ofendido e magoado com a nossa imprensa, que prefere o tal “mal dizer” . Bravo Scolari. Fazes o que Podes e até agora melhor que qualquer outro, que por aí andou.
PARABENS! PARABENS! PARABENS!
"Portugal consegue a qualificação e o burro sou eu? O ruim sou eu? E Portugal qualificou onde? Na baía das almas? Ou vocês estão mal acostumados ou então não sei".
“O seleccionador, que conseguiu estar presente na final do Europeu de 2004 e atingiu o quarto lugar no Mundial da Alemanha em 2006 ao serviço de Portugal explicou que é sempre "preciso sofrer para atingir qualquer qualificação" e aplaudiu o comportamento dos jogadores e também do público que lotou o Dragão.
"Pelo amor de Deus, vou-me sentir desiludido por me qualificar? Eu estou é muito feliz. Alguns entendiam que a torcida do Porto não nos apoiava, mas hoje deram um grande exemplo. Foram espectaculares, como são sempre. Este foi o melhor estádio, pelo público, que jogámos nos últimos três anos. Será que vocês não conseguem ver nada de bom naquilo que nós fazemos?".

Quarta-feira, Novembro 21

O MUNDO É MARAVILHOSO NA SUA DIVERSIDADE.
O RACISMO SÓ EXISTE PELO MEDO DA DIFERENÇA E DEVIDO Á IGNORÂNCIA!
TODOS OS RACISTAS SÃO IGNORANTES E COBARDES!



Lágrimas de Preta- de António Gedeão


Encontrei uma preta
Que estava a chorar,
Pedi-lhe uma lágrima
Para a analisar

Recolhi a lágrima
Com todo o cuidado
Num tubo de ensaio
Bem esterelizado.

Olheia-a de um lado
Do outro e de frente:
Tinha um ar de gota
Muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
As bases e os sais,
As drogas usadas
Em caso que tais,

Ensaiei a frio,
Experimentei ao lume,
De todas as vezes
Deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
Nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
E cloreto de sódio.

António Gedeão-Máquina de Fogo











Terça-feira, Novembro 20

Mariza - Meu Fado Meu

Marisa grande Diva do Fado.
Uma voz lindissima!
Grande cantora.

Segunda-feira, Novembro 19

Sergio Godinho - Com Um Brilhozinho Nos Olhos

A melhor musica sobre amizade!
Hoje soube-me a pouco.....
Hoje soube-me a tanto, portanto hoje soube-me a pouco.

AMIZADE

Guardei um amigo que é coisa que vale milhões.

Hoje soube-me a pouco......
....Hoje soube-me a tanto.
A amizade esta para mim no top da pirâmide dos sentimentos.
Os meus amigos são o meu bem mais precioso.
Com os amigos partilho a minha vida, as minhas venturas e desventuras. Aos meus amigos eu dou o que posso, mas recebo muito mais.
As minhas melhores recordações de vida estão sempre ligadas a este ou aquele amigo.
Sempre acreditei e sempre me deixei levar pelos meus “instintos” na apreciação das pessoas. E por sorte, ou se calhar por isso, nunca nestes quarenta e... anos da minha passagem terrestre, tive uma grande desilusão, uma traição ou um grande desgosto causado por alguéam a quem eu um dia chamei amigo.
Tenho até imensa dificuldade em perceber as mágoas daqueles que lamentam terem perdido tempo com uma amizade que se revelou insatisfatória.
A verdade é que muitas das vezes apercebo-me que aqueles que se queixam da falta de amigos, são os que estão tão ocupados consigo próprios, que nunca estão disponiveis para os outros.
Também não uso e abuso da palavra amigo. Existe um grande abismo entre aquele com quem partilho algumas horas de lazer, a quem chamo conhecido, colega, e, aquele a quem chamo amigo.
Eu tenho sempre tempo para o meu amigo. As outras coisas podem sempre esperar. Eu posso esperar.
Aceito-os sem reservas com as suas qualidades e os seus defeitos. O que não significa que não existam discórdias! Nao vivo só com aqueles que pensam e agem como eu. Que monotonia!
Os meu amigos são imperfeitos como eu. Egocêntricos, péssimistas, intoleráveis, convencidos, mal-humorados, introvertidos etc, etc, etc....
Mas como todos, tem optimas qualidades, que se sobrepôe e eu gosto deles tal como são, respeitando-os, aceitando-os e sem querer mudar nada.
A minha sorte é que ao longo desta viagem conquistei, acumulei e coleccionei um bom numero de bons amigos com quem sei que posso contar. Grande conquista!
Por piéguice, hoje senti necessidade de lhes dizer a todos: aqueles que até ao dia de hoje continuam comigo e áqueles que por razões da vida se foram perdendo no tempo, mas continuam vivos nas minhas memórias e no meu coração: Obrigada! Obrigada por fazerem parte da minha vida e a tornarem mais bela.

Segunda-feira, Novembro 12

Cancao do Mar

O Mar: O poema. A musica.

L'Homme et la Mer - Baudelaire


L’Homme et la Mer

Homme libre, toujours tu chériras la mer !
La mer est ton miroir ; tu contemples ton âme
Dans le déroulement infini de sa lame,
Et ton esprit n’est pas un gouffre moins amer

Tu te plais à plonger au sein de ton image ;
Tu l’embrasses des yeux et des bras, et ton cœur
Se distrait quelquefois de sa propre rumeur
Au bruit de cette plainte indomptable et sauvage.

Vous êtes tous les deux ténébreux et discrets :
Homme, nul n’a sondé le fond de tes abîmes ;
O mer, nul ne connaît tes richesses intimes,
Tant vous êtes jaloux de garder vos secrets !

Et cependant voilà des siècles innombrables
Que vous vous combattez sans pitié ni remord,
Tellement vous aimez le carnage e et la mort,
O lutteurs éternels, ô frères implacables !

(Baudelaire- Les Fleurs du Mal)



Este é um dos meus poemas preferidos sobre o mar.
O mar que tem um efeito mitico em mim.
Vivi dois anos e meio longe do mar, numa cidade lindíssima, quase perfeita. Não fosse, a distância....
As saudades que eu tive dele, eram personificadas...
Iguais ás saudades da mãe, dos amigos...
Vê-lo é uma necessidade. Senti-lo : um prazer!
Acalma-me. Inspira-me. Leva-me de mim.
A minha droga preferida.
É concerteza um lugar comun. O mar toca profundamente, imensas pessoas.
E eu não procuro a originalidade. Bem pelo contrário agrada-me partilhar sensações.

Segunda-feira, Novembro 5

Pink Floyd

Quantos vezes ja fomos condenados????

O Senhor Sabichao


O Senhor sabichão.
É aquele que sabe sempre tudo. O opiniatico.
Aquele que numa discussão interrompe, abana a cabeça, arqueia o sobrolho, coloca un sorrisso irónico e afirma: não! não! Estas completamente errado.
Aquele que diz ter lido no “Times magazine”, ter visto no canal “Discovery”. Aquele que afirma que “há estudos cientificos que provam que...”
Detesto o SENHOR SABICHÃO que coloca um ponto final nas discussões e se dá ares de vitorioso.
Detesto o Senhor sabichão que sabe tudo! O inteligente. O das opiniões sólidas e formadas.
O Sr. Sabichão diz sempre muito. Mas ouve muito pouco.
Aquele que tal como, o aluno aplicado, se preparou exaustivamente para o teste de matemática e conseguiu a nota máxima.
Mas a vida real não é uma sequência de equações matemáticas! Está cheia de erros. E, “errare humanun est”.
Eu gosto de discussões intensas e polémicas.Onde todos opinam.
Eu gosto dos que mudam de opinião. Dos que falam sem saber. Dos que nunca sabem nada. Dos frustrados, dos incrédulos, dos ignorantes, dos indecissos, dos cépticos.
Detesto o Sr.Sabichão auto-confiante e vaidoso.
Eu gostava de me poder sentar com Sócrates e confrontar ideias.
“Eu só sei que nada sei”. Isto é sabedoria. Mas muito pouco contêmporanea.
Nos nossos dias está na moda o Sr.Sabichão.

Quinta-feira, Novembro 1

Jacques Brel - Ne Me Quitte Pas

Ne Me Quite Pas!

Lindo! Lindo! Lindo!
A Raça Humana por vezes é Magnifica.
Quando o Homem consegue ser creativo e aproximar-se da beleza, atinge a sua magnitude máxima.
Parabéns e obrigada por estas davidas!


Jaques Brel- Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit deja
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues du pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'apres ma mort
Pour couvrir ton corp
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas.

Segunda-feira, Outubro 29

Porto Sentido

Encontrei-o no You Tube e nao resisti

Domingo, Outubro 28

Adeus







E ainda...
Mais poesia,
Desta vez o Amor
ou o desamor?!
Os dois!
Adeus
Eugénio de Andrade

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes! e eu acreditava.
Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade, uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.


E o que é o amor?
Ás vezes,“Peixes verdes” e “aquários”
Outras, apenas olhos e corpos.
No inicio, “ao teu lado todas as coisas eram possíveis”
Depois, “já não se passa absolutamente nada”
E nada pior que quando “já gastamos as palavras” e
“não temos já nada para dar”.
Só que nem sempre disemos adeus.
As vezes habituamo-nos aos silêncios.
E vivemos bem, com eles.
Outras, nem por isso.

O grande e sábio Camões, definiu-o melhor que ninguém “fogo que arde”.
E o fogo, precisa de oxigénio. Apaga-se com a água!
E pode ser muito perigoso e destruidor!

O Amor.
Vivam-no! Aproveitem-no! Apreciem-no!
E deixem-no partir!
Com ou sem Adeus!!!






Quarta-feira, Outubro 10

Antonio Gedeao, grande Poeta

Mais uma vez, Antonio Gedeão:
Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada..

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

ANTÓNIO GEDEÃO (1906 - 1997)

As Luisas de hoje já não sobem a calçada, vão de autocarro, de metro ou de carro!Sinais dos tempos! Mais nada!As Luisas de hoje, continuam o "larga que larga, puxa que puxa" na fabrica ou no escritorio e quando vão para casa, espera-as a "mamada", a loiça, a roupa, a casa.As Luisas de hoje são como as de ontem. As Luisas, foram, são e serão sempre Luisas.Hoje, com mais direitos que ontem. Mas com as mesmas obrigações.




Terça-feira, Outubro 9

Pedra Filosofal

Antonio Gedeao, grande poeta

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida como outra coisa qualquer
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam
como estas árvores que gritam
em bebedeiras de azul
eles não sabem que sonho
é vinho, é espuma, é fermento
bichinho alacre e sedento
de focinho pontiagudo
que fuça através de tudo
em perpétuo movimento
Eles não sabem que o sonho
é tela é cor é pincel
base, fuste, capitel
que é retorta de alquimista
mapa do mundo distante
Rosa dos Ventos Infante
caravela quinhentista
que é cabo da Boa-Esperança
Ouro, canela, marfim
florete de espadachim
bastidor, passo de dança
Columbina e Arlequim
passarola voadora
pára-raios, locomotiva
barco de proa festiva
alto-forno, gerador
acisão do átomo, radar
ultra-som, televisão
desembarque em foguetão
na superfície lunar
Eles não sabem nem sonham
que o sonho comanda a vida
que sempre que o homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos duma criança.

( António Gedeão)



Antonio Gedeão, magnifico poeta!

Parece-me que nós Portugueses, até hoje, ainda não demonstramos o reconhecimento merecido à sua obra.

Não só um excelente poeta como tambem um grande filosofo.

Que como ninguém, conseguiu com palavras, expressar belíssimamente pensamentos de uma profundidade poucas vezes atingida.


“Eles não sabem que o sonho”

Poucos são aqueles que sabem!

A maioria nao sabe nada.

Somos carneiros amestrados por potentes pastores e

amedrontados por cães atentos.

Mas não se sintam insultados!

Não há mal nenhum em ser-se carneiro.

Em aceitar viver num recinto seguro e bem guardado.

Fernão Capelo Gaivota era um louco!

Vive-se muito melhor quando se se aceitam as regras!

É bom saber o que podemos e nao podemos fazer!

Mas somos carneiros! Meh! Meh! Meh!

E que mal ha em ser carneiro??!!

Meh! Meh!"

"eles nao sabem nem sonham

que o sonho comanda a vida

que sempre que um homem sonha

o Mundo pula e avanca"

MEH! MEH! MEH! MEH! MEH!

Segunda-feira, Outubro 8

Brave one

Ontem fui ao cinema. A escolha do Filme foi feita na hora. The Brave One. Escolhi-o porque gosto da Judie Foster. Um filme pesado que ilustra a violencia dos nossos dia. A violencia gratuita, daqueles que pelo prazer sàdico de causar dôr a outrem, atacam como cães raivosos quem tem o azar de se cruzar com eles. E a violência tolerada. A violencia justiceira! Daqueles que uma vez vitimas, e, pouco crentes na justica legal, resolvem fazer justiça com as proprias mãos.Mas quando o filme acabou, a minha simpatia pela heroina “the brave one”, não era maior do que a que sentia pelos maus da fita.Que mensagens são estas?Os maus e os bons? O sistema legal não funciona! A Justica esta pela hora da morte!Mundo cruel!A crueldade sempre existiu. Não é um fenómeno do sec.XXI. Mas houve tempos, em que era permitida a justica pelas proprias mãos. E não resultava! Por isso se criaram leis e tribunais.Se a justiça nao funciona, temos que pensar porquê e devemos fazer as reformas necessárias aos nossos dias. Ás nossas necessidades actuais. A Apologia á justica pelas proprias maos, parece-me imunda e tão maléfica quanto a violencia gratuita.

tagarelices







Queridos blóguistas, não tenho a pertencão de ter algo muito importante a dizer-vos.


Mas, ultimamente são muito poucos aqueles que o dizem.


Não sei se por acharem que já não vale a pena!
Ou, se, simplesmente, não têm mesmo nada inteligente para partilhar.
Assim como, que uma peste, que pouco a pouco, atingiu o planeta e foi destruindo a capacidade individual de pensar.